6 de janeiro de 2011

MUDANÇAS


Em todos os finais de um ano e inícios de outro, encontramos pessoas que desejam fazer mudanças nas suas vidas. Perder algum peso, colocar a sua vida financeira em ordem, passar a definir prioridades para a vida e... a lista não tem fim. Cada um de vós provavelmente não foge à regra: também quer mudanças. Quer derrubar tudo aquilo que o impede de entrar no melhor de Deus, espera “o virar da velha página”, a escrita da “nova”, enfim... Deseja essa “nova vida”. Para tal, toma algumas resoluções e parte todo empolgado para tais mudanças. Tudo bem! Que mal há em tudo isto? Nenhum! O que quero fazer neste espaço é alertar-vos para alguns princípios que vos ajudarão a alcançar as mudanças tão desejadas. É que às vezes, após o decorrer de algum tempo, “a nova página” parece-se ainda muito com a “velha página”, alguns “avanços” parecem sofrer “recuos”, aquilo que parecia “fácil de mudar” aparenta agora “ser difícil”. E é aqui que a determinação começa a aparecer e a dúvida assalta, levando a pensar que é impossível alcançar o que se deseja. Creio que todos se podem identificar com o descrito. E a verdade é que isto acontece mais vezes do que aquelas que gostaríamos de admitir. O que fazer então? Precisamos aprender os princípios que nos capacitam a fazer essas mudanças, sem desistir, apesar das circunstâncias.

1º PRINCÍPIO – O PRINCÍPIO DA IMAGEM INTERIOR

O próprio Deus foi quem nos deu a primeira lição acerca disto. Em todo o capítulo 1 de Génesis vemo-l’O usar o princípio da imagem interior, ao criar a terra e tudo o que nela existe. A criação não foi um acidente. No Seu interior Ele tinha uma imagem ou ideia do que queria criar.
Comecem então por criar uma imagem interior do que querem ver acontecer. Não falo de perderem o vosso tempo tentando criar uma “imagem interior positiva” em vós mesmos. Isso não é nada mais, nada menos do que “pensamento positivo”, que embora melhor que “pensamento negativo” ou “não pensar”, não resulta. Falo de usarem como base para a criação dessa imagem interior a Palavra de Deus. A Palavra de Deus tem poder sobrenatural.

2º PRINCÍPIO – USAR O PODER DAS PALAVRAS

Pensem de novo na criação. As palavras que Deus falou estavam directamente relacionadas com a imagem interior que tinha. Ele usou as Suas palavras para tirar a imagem do interior para o exterior. As Suas palavras são poderosas. São vocês que escolhem o que querem falar. Na verdade, esta é uma parte de vós que é tão semelhante a Deus que têm o previlégio único de escolher e falar palavras. Usem-nas para projectar no mundo exterior a imagem que têm no interior e foi criada pela Palavra de Deus.

3º PRINCÍPIO – MISTURAR FÉ NAS PALAVRAS

Deus acreditou que aquilo que falava, acontecia. As palavras de Deus não eram vazias como as do homem são muitas vezes. As suas palavras estavam cheias de fé. De facto, esta fé é a energia que está na Palavra e lhe dá a ela própria o poder de trazer à existência. Tal como a fé de Deus deu energia às Suas palavras e fez com que aquilo que ele falou viesse à existência para Ele, a fé que Deus vos deu, misturada com as Suas Palavras em vós, podem criar novas realidades nas nossas vidas. A Palavra de Deus tem dentro de si mesma o poder de fazer com que aconteça. Sejamos colaboradores de Deus.
SEJAMOS NÓS MESMOS A MUDANÇA QUE QUEREMOS VER NO MUNDO.

Passos para mudanças pessoais - Parte 3 (Janeiro 2011)

PASSO 4
QUANDO MUDA DE ATITUDE, VOCÊ MUDA O SEU COMPORTAMENTO

“O que prende a nossa atenção determina a nossa acção”
(William James)

Uma atitude vitoriosa

CANAIS PARA MUDANÇA

Observe o quadro que se segue diariamente. Foi elaborado para:
  • Encorajá-lo na sua busca de mudança;
  • Orientá-lo para que não perca o “momentum”; e
  • Fornecer-lhe a informação certa.
LEMBRE-SE: Não há desenvolvimento excepto através da mudança.

I - A ESCOLHA DENTRO DE SI

ESCOLHA 1 – AVALIE AS SUAS PRESENTES ATITUDES
(Filipenses 2:5)
Será que as minhas presentes atitudes agradam a Deus e a mim?

ESCOLHA 2 – PENSE, É A SUA FÉ MAIS FORTE DO QUE O MEDO
(Mateus 21:21)
Estou a ter uma fé activa nos meus presentes medos?

ESCOLHA 3 – ESCREVA UMA DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO
(Filipenses 3:13,14)
Tenho escrito, verbalizado e actuado de acordo com um plano para mudar a minha atitude?

            ESCOLHA 4 – DETERMINE SE TEM UM DESEJO PARA MUDAR
            (Salmo 37:4)
            Mudança é possível se a desejo o suficiente. Estou disposto a pagar o preço?

ESCOLHA 5 – VIVA UM DIA DE CADA VEZ
(Mateus 6:34)
Estou eu a permitir que as batalhas do amanhã me roubem as vitórias do hoje?

ESCOLHA 6 – MUDE OS SEUS PADRÕES DE PENSAMENTO
(Filipenses 4:8)
O que prende a sua atenção, determina a sua acção. Estou a pensar nas coisas certas?

            ESCOLHA 7 – DESENVOLVA BONS HÁBITOS
            (Deuteronômio 6:5-9)
           Ajo repetidamente nos hábitos positivos, para vencer os negativos?

           ESCOLHA 8 – ESCOLHA SEMPRE A ATITUDE CORRECTA
           (Provérbios 3:31)
           Estou continuamente a escolher mudar?

II – AS OPORTUNIDADADES À SUA VOLTA

           OPORTUNIDADE 1 – ALISTE A COOPERAÇÃO DE UM BOM AMIGO
           (Deuteronômio 32:30)
           Encontro-me regularmente com um amigo que me ajuda?

           OPORTUNIDADE 2 – ASSOCIE-SE COM AS PESSOAS CERTAS
           (Tiago 4:4)
           Os meus amigos ajudam-me ou impedem-me de mudar?

           OPORTUNIDADE 3 – ESCOLHA UM MODELO A SEGUIR
           (Filipenses 4:9)
           Estou a passar tempo com a pessoa que admiro?

           OPORTUNIDADE 4 – APRENDA A PARTIR DOS SEUS ERROS
           (João 8:11)
           Quais foram os erros mais recentes que me fizeram mudar?

           OPORTUNIDADE 5 – EXPONHA-SE A SI MESMO A EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO
           (Lucas 11:1)
          Qual o evento ou pessoa verei hoje?

III – O DEUS ACIMA DE SI

           FORÇA 1 – A PALAVRA DE DEUS
           (II Timóteo 3:16,17)
           Estou a receber fortaleza diária da Palavra de Deus?

           FORÇA 2 – ORAÇÃO
           (Tiago 5:16)
           Oro diariamente e especificamente acerca da minha atitude?

           FORÇA 3 – O ESPÍRITO SANTO
           (I João 4:4)
           Sou continuamente renovado pelo Espírito Santo?


PASSO 5
QUANDO MUDA O SEU COMPORTAMENTO, MUDA O SEU DESEMPENHO

“Como pode saber o que está no seu coração? Olhe para o seu comportamento.
Não há melhor sinal do coração do que a vida”
(LeRoy Eims)


A vida não é justa. Não vai ser justa. Pare de choramingar e lamentar-se e faça qualquer coisa.

Dois erros que cometemos:
  • Esperamos que Deus mude as nossas circunstâncias.
  • Esperamos que as nossas circunstâncias mudem o nosso comportamento.
OBS:
Se a mudança não é tímida, não é mudança. Timidez é natural. Se as pessoas não se sentem tímidas ao fazerem alguma coisa nova… não estão a fazer nada novo.


PASSO 6
QUANDO MUDA O SEU DESEMPENHO, VOCÊ MUDA A SUA VIDA

Comentários finais:
  • A mudança faz com que uma pessoa se sinta sózinha mesmo que outros estejam a passar por ela.
  • É mais fácil transformar falhanço em sucesso do que desculpa em possibilidade.
  •  Esperança é o princípio fundamental de toda a mudança.
  • “Peça ao Deus que o criou, para o recriar” (Normam Vincent Peale)
Sem Deus – Eu não posso

Sem mim – Ele não fará.

Poucas Palavras, Grandes Ensinamentos - Nº 9 (Janeiro 2011)

HOMENS
  1. A maneira como cada dia começa a olhar para si, depende de para quem você está a olhar. (Salmo 121:1,2 - "Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra").
  2. As impossibilidades se desafazem quando um homem e seu Deus deparam com uma montanha. (Mateus 19:26 - "Mas para Deus tudo é possível").
  3. A medida máxima de um homem não é feita a partir de onde ele se firma em momentos de conforto e conveniência, mas sim a partir de onde ele se firma em tempos de desafios e adversidades. (Provérbios 24:10 - "Se te mostrares fraco no dia da angústia, quão pequena é a tua força").
  4. O homem superior... mantém-se firme ao dobrar-se sobre os caídos. Ele se levanta ao levantar os outros. (I Tessalonicenses 5:14 - "Exortamo-vos também irmãos, que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos").
MULHERES
  1. Às vezes estamos tão ocupados acrescentando problemas aos problemas que nos esquecemos de contar as nossas bênçãos. (Salmo 77:11,12 - "Recordo os feitos do Senhor, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade. Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios").
  2. Esteja preocupada com o que Deus pensa de si, e não com o que as pessoas pensam a seu respeito. (Mateus 6:33 - "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas").
  3. O segredo do contentamento é a compreensão de que a vida é um dom e não um direito. (I Timóteo 6:6,7 - "De facto, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele").
  4. Aquelas pessoas que transmitem a luz do sol à vida de outras pessoas, também acabam ilminadas pela mesma luz. (Gálatas 6:7 - "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará").
CASAIS
  1. A direcção do vosso pensamento acerca da vida, pode determinar o curso do vosso casamento. (Provérbios 4:23 - "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida").
  2. A esposa amorosa consegue ver o bem no seu marido, mesmo quando o marido por vezes não o percebe. (Efésios 4:2 - "Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor").
  3. Entreguem os vossos problemas a Deus; Ele está acordado a noite inteira. (I Pedro 5:7 - "Lançai sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós")
  4. A melhor forma de segurar um homem, é em seus braços. (Salmo 119:76 - "Sirva o teu constante amor para me consolar, segundo a promessa que deste ao teu servo").
PAIS
  1. Um jovem e famoso advogado disse: O maior presente que já recebi, foi um presente de Natal dado pelo meu pai. Uma caixinha que tinha dentro um bilhete que dizia: "Filho, este ano, dar-te-ei 365 horas. Uma hora todos os dias depois do jantar". O meu pai não só cumpriu a sua promessa, mas renovou-a todos os anos, a partir de então. Este foi o maior presente da minha vida. E sou o resultado do seu tempo. (Efésios 5:15,16 - "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo...").
  2. "Você se lembra de seu pai"? perguntou o juíz com severidade. "Aquele pai a quem você desonrou"? O prisioneiro respondeu: "Lembro-me dele perfeitamente. Quando o procurava para conselho ou companhia, ele me olhava por detrás do seu livro de leis e dizia: "Sai daqui rapaz, estou muito ocupado". "O meu pai terminou o seu livro, e aqui estou eu" (T.DeWitt Talmadge). (Efésios 6:4 - "E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na disciplina e instrução do Senhor").
  3. Se nós, como pais, estamos sempre demasiado ocupados para dar atenção aos nossos filhos, como poderão eles entender um Deus que ouve? (Provérbios 1:5 - "Ouça o sábio...").
  4. Quando os pais fazem demasiado por seus filhos, os filhos não farão muito por si mesmos. (Provérbios 13:4 - "A alama do preguiçoso deseja e nada alcança, mas a alma dos diligentes engorda").
MÃES
  1. Certa vez, uma mãe perguntou ao pastor da sua igreja, quando deveria começar a educar o seu filho... "Senhora... desde o primeiro sorriso estampado no rosto dele, sua oportunidade se inicía". (Provérbios 22:6 - "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele").
  2. Os filhos são apóstolos de Deus, sendo enviados dia após dia a pregar o amor, a esperança e a paz. (Salmo 127:3a - "Os filhos são a herança do Senhor").
  3. Uma mãe não pode ser nem convencida, nem orgulhosa, porque ela sabe que o director da escola pode ligar a qualquer momento para relatar que seu filho acabou de entrar no ginásio da escola dirigindo uma motorizada - Mary Kay Blakely. (Provérbios 27:1 - Não presumas do dia de amanhã, pois não sabes o que produzirá o dia").
  4. Se você quer um bebé, tenha um novo. Não mime o filho mais velho. (Provérbios 19:18 - Corrige a teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alces a tua alma").

3 de janeiro de 2011

Liderança Hoje - Nº 5 (Janeiro 2011)

SECÇÃO 2
CORAGEM
CORAGEM ESTABELECE  LIDERANÇA


EM PRIMEIRO LUGAR
“Apenas os líderes que agem com coragem em tempos de crise e mudança 
são seguidos voluntariamente”. (Jim Kouzes)

     Os líderes amam o progresso. É o progresso que os faz voltar ao trabalho. Não há nada mais desencorajante para um líder do que a probalidade de ficar encalhado num ambiente onde o progresso é impossível. Se não podemos fazer as coisas avançarem, é altura de mudarmos.
     O progresso requer mudança. Para uma organização, ministério, negócio ou relacionamento fazerem progressos têm que mudar. Isto é, ao longo do tempo devem evoluir para outra coisa diferente. Deve tornar-se melhor, mais relevante, mais disciplinada, mais alinhada, mais estratégica.
     Mas as organizações, tal como as pessoas, resistem a mudanças. Os autores de The Leadership Challenge mencionam: “Os líderes devem desafiar o processo precisamente porque qualquer sistema irá conspirar inconscientemente para manter o status-quo e evitar a mudança.” As organizações procuram um equilíbrio. As pessoas das organizações procuram estabilidade. Ambos podem ser impedimentos para o progresso porque este requer mudança e a mudança é vista como uma antítese da estabilidade.
     Tenha em mente que tudo aquilo que detesta sobre o seu ambiente ou organização, actuais, foram originalmente a boa ideia de alguém. Na altura até pode ter sido considerada revolucionária. Sugerir mudanças é sugerir que os seus antecessores têm falta de visão. Ou pior, que o seu supervisor actual não compreende! Consequentemente, é mais fácil deixar as coisas como estão; aceitar o status-quo e aprender a viver com isso.
     Embora isso possa parecer mais fácil, não é uma opção para um líder. Aceitar o status-quo é equivalente a uma sentença de morte. Onde não há progresso não há crescimento. Se não há crescimento não há vida. Ambientes vazios de mudança são eventualmente vazios de vida. Então os líderes encontram-se a si mesmos na precária e arriscada posição de serem os únicos a chamar a atenção para a necessidade de mudança. Consequentemente, a coragem é uma qualidade não negociável para a próxima geração de líderes.
     O desafio dos líderes é por causa do que poderia e o que deveria ser. Esse é o trabalho do líder. Mas desafiar aquilo que sempre foi assim e aquilo que sempre funcionou antes requer coragem. Reconhecer simplesmente a necessidade para a mudança não define liderança. O líder é aquele que tem a coragem de agir sobre aquilo que vê.
     Em todas as igrejas, negócios ou organizações sem fins lucrativos com necessidade de mudança, existe um grupo de trabalhadores que estão perfeitamente conscientes das transformações que precisam acontecer. Eles vão para casa todas as noites e queixam-se aos seus cônjuges. Mas dia após dia fazem o seu trabalho resignados com a noção de que nada irá mudar. Estão convencidos que tentar introduzir qualquer mudança será um dispendioso – e potencialmente difícil – gasto de tempo. Então mantêm as suas bocas fechadas e olham para o relógio. Eles não têm falta de visão daquilo que precisa acontecer; simplesmente têm falta de coragem para fazer qualquer coisa sobre isso.
     Um líder é alguém que tem coragem de dizer publicamente aquilo que todos os outros sussurram em privado. Não é a sua visão que separa o líder da multidão. É a sua coragem para agir sobre aquilo que vê, para falar quando todos os outros estão em silêncio. A próxima geração de líderes são aqueles que preferem desafiar o que precisa ser feito e pagar o preço em vez de ficar em silêncio e morrer por dentro.
     Tal como iremos ver no próximo artigo, o simples falar tem o potencial de transformar um indivíduo que é um mero ornamento organizacional num influenciador – um líder.
     A coragem é essencial na liderança porque a primeira pessoa a dar um passo numa nova direcção é visto como um líder. E ser o primeiro a dar o passo requer coragem. Deste modo, a coragem estabelece a liderança.
     Vimos este princípio em operação quando éramos crianças. Lembram-se de estarem com os vossos amigos a desafiarem-se uns aos outros para fazer qualquer coisa? Depois, de repente, alguém foi primeiro e todos o seguiram. A pessoa que vai primeiro é geralmente vista como um líder. A coragem para agir define o líder, e por sua vez a iniciativa do líder dá aos que estão à sua volta coragem para o seguirem.
     Há algumas dúvidas sobre quem teve primeiro a ideia de colocar um computador em cada secretária. Mas não há dúvida nenhuma sobre quem durante anos foi o líder da indústria dos computadores pessoais. Os trabalhadores da IBM foram os primeiros a arriscar os recursos necessários para implementar para sempre uma ideia de mudança na indústria informática.
     Para além da necessidade de desafiar o que deve ser mudado, foi dado aos líderes a tarefa de levar as pessoas até lugares onde elas nunca estiveram.
     Os líderes providenciam uma imagem mental de um futuro desejável e depois pedem às pessoas para os seguirem. Os líderes requerem aos que os rodeiam para abandonarem o que conhecem para abraçarem o desconhecido – sem qualquer garantia de sucesso. Como líderes, não apenas pedimos a homens e mulheres que nos sigam até um lugar onde nunca estiveram antes; nós pedimos-lhes que nos sigam até um lugar onde nós também nunca estivemos antes. Isso requer valentia. Isso requer cabeça fria. Isso requer coragem.
     Todos nós conhecemos o medo de entrar num quarto escuro ou atravessar um caminho não iluminado. Liderar em direcção ao futuro evoca muitos destes mesmos sentimentos. A liderança requer a coragem de caminhar na escuridão. A escuridão é a incerteza que sempre acompanha a mudança. O mistério se um novo empreendimento irá ou não funcionar. A reserva que todos sentimos inicialmente quando uma nova ideia é introduzida. O risco de estar errado.
     Quando as minhas filhas fugiam da escuridão dos seus quartos ou da cave, era rápido a lembrar-lhes que apesar de terem medo, elas não estavam em perigo. E embora isso fosse verdade, nunca ajudou. O medo desafia a lógica. A informação só vai até um certo ponto. Mesmo quando estamos armados com todas as razões pelas quais não devemos ter medo, o medo permanece.
     Por esta razão, é a escuridão que providencia ao líder as suas maiores oportunidades. É a sua resposta à escuridão que determina em larga escala se será ou não chamado para liderar. Porque é a escuridão que mantém a pessoa comum de dar um passo para fora da zona de segurança daquilo que sempre foi costume.
     No entanto, muitos dos que têm falta de coragem de avançarem sozinhos anseiam por alguém que dê o primeiro passo, que vá primeiro, que mostre o caminho. Pode-se defender que a escuridão providencia um óptimo contexto para a liderança. Apesar de tudo, se o caminho para o futuro fosse bem iluminado, estaria congestionado.
     Os líderes nem sempre são os primeiros a ver uma oportunidade. Simplesmente, são os primeiros a aproveitar uma oportunidade. É a pessoa que aproveita a oportunidade que sobressai como um líder. Mas o medo tem mantido muitos eventuais líderes de lado, enquanto boas oportunidades desfilavam. Eles não tinham falta de visão. Tinham falta de coragem.
     Pense por um momento sobre algumas das experiências da vida que não teria tido se se tivesse rendido ao medo. Provavelmente, nunca teria aprendido a nadar ou a andar de bicicleta. Nunca teria convidado ninguém para sair. Muitos de nós, homens, nunca nos teríamos casado. Teríamos cancelado todas nossas as entrevistas de emprego. Muitos de nós não teríamos carta de condução. O medo desenfreado resulta em oportunidades perdidas.
     Esta é uma lição que tenho repetidamente ensinado às minhas filhas e às pessoas com quem lido diáriamente ou chegam a mim para aconselhamento: “Se não conquistarem o medo, nunca terão algumas das grandes coisas da vida.”
     Encontro-me frequentemente a forçá-las a tentarem coisas que não tentariam sozinhas. Depois, sentamo-nos e falamos sobre a dinâmica daquilo que aconteceu. Na maioria dos casos, todos descobrem que coisas que começaram com muito medo, acabaram por ser muito divertidas.
     Já fizemos isto tantas vezes que alguns deles agora olham para mim e dizem: “Esta é uma daquelas coisas em que ficaremos felizes por ter feito depois de acabarmos?”
     “Fazê-lo seja como for” é realmente a única maneira para assegurar que o medo não lhe rouba uma oportunidade. “Fazê-lo seja como for” é a essência da coragem. A coragem é a vontade de nos movermos numa direcção apesar das emoções e pensamentos que nos impelem a fazer outra coisa.
     A coragem não é a ausência do medo. A coragem assume o medo. Se ficássemos à espera que o medo diminuísse antes de andarmos de avião ou outra coisa que receamos, ainda estaríamos à espera. Apenas o fizemos. A coragem é a vontade de agarrar o seu medo e avançar.
     O líder que se recusa a mover até o medo ter desaparecido nunca se irá mover. Conse-quentemente, nunca irá liderar. Há sempre uma incerteza relacionada com o futuro. A incerteza pressupõe riscos. A liderança é sobre movermo-nos ousadamente em direcção ao futuro apesar da incerteza e do risco. Sem coragem iremos simplesmente acumular uma série de boas ideias e lamentações. O que poderia ou seria não será… pelo menos para nós. Eventualmente, outra pessoa virá e agarrará a oportunidade que nós deixámos passar.
     Pergunte aos líderes veteranos sobre a sua tolerância ao risco e eles irão dizer-lhe qualquer coisa como: “Desejava ter arriscado mais”. Por outras palavras, desejavam não ter permitido que o medo do desconhecido tivesse refreado as suas aspirações. Max De Pree fez esta observação: “A falta de vontade de aceitar o risco tem bloqueado mais líderes do qualquer outra coisa que eu possa pensar.”
     Os líderes maduros raramente lamentam terem arriscado. Até os riscos que não compensaram directamente são vistos como uma parte da viagem necessária. As lamentações dum líder andam realmente à volta das oportunidades que não teriam perdido se tivessem ultrapassado o seu medo e abraçado o que poderia ser. Normalmente é o medo, não a falta de boas ideias, aquilo que mantém um homem ou uma mulher parados à margem.
     O medo de falhar é comum ao homem. Mas os líderes vêm o falhanço de maneira diferente. Consequentemente, eles não temem o falhanço da mesma maneira que um indivíduo normal.
     Aqui está a diferença: Eventualmente, o desejo de progresso dum líder irá sobrepor-se à sua relutância em arriscar. Por outras palavras, o fracasso em mover as coisas para a frente é o tipo de fracasso mais temido pelo líder. Porque para o líder, o fracasso é definido em termos das oportunidades perdidas em vez dos empreendimentos falhados.
     O fracasso de qualquer empreendimento em particular é algo com o qual um líder consegue viver. Até rir-se disso. Um empreendimento gorado é simplesmente uma lição sobre as coisas a não repetir. Os líderes conseguem viver muito melhor com as probalidades que tentaram e falharam do que com o que nem sequer tentaram. Os líderes temem mais a oportunidade perdida do que o medo dum empreendimento gorado.
     O fracasso é parte do sucesso. Os líderes mais maduros vêem o fracasso simplesmente como um capítulo necessário na sua história: lições aprendidas, lições que são essenciais para o sucesso futuro. Os líderes sabem que o fracasso se parece e sente-se completamente diferente no espelho retrovisor, do que quando olha fixamente para nós através do pára-brisas.
     Pergunte a um líder como é que venceu o seu medo de falhar, e provavelmente ele não lhe dará nenhuma boa resposta. Porquê? Porque ele nunca pensou nisso. Então, para os homens comuns, os líderes parecem destemidos. A verdade é que os líderes não temem o mesmo que os outros homens.
     Os líderes sabem que a melhor maneira de assegurar o futuro é arriscar. Enquanto que o homem ou mulher comuns têm medo de dar um passo na direcção duma nova oportunidade, o líder tem medo de perder uma nova oportunidade. Ser demasiado cuidadoso leva ao fracasso porque a precaução pode levar a oportunidades perdidas.
     Tom Watson Sr., fundador da IBM, compreendeu este princípio. Um executivo junior da companhia conseguiu perder mais de 10 milhões de dólares numa aventura que foi considerada arriscada até pelos outros trabalhadores. Quando Watson soube deste desastre, chamou o homem ao seu escritório. Depois de entrar, o homem deixou escapar: “Creio que quer a minha resignação?” Alegadamente, Watson respondeu-lhe: “Deve estar a brincar. Acabei de gastar 10 milhões de dólares a educá-lo.”
     Não consegue liderar sem arriscar. Não irá arriscar sem coragem. A coragem é essencial para a liderança.