19 de maio de 2011

42ª GERAÇÃO (Parte I)


A 42ª GERAÇÃO


Hebreus 11:13-16
"Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas, agora, desejam uma melhor, isto é, a celestial. Pelo que, também, Deus se não envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade".

Esta passagem fala de Abraão, Sara, Isaque, Abel, Noé e várias outras figuras do Velho Testamento, as quais estavam a olhar para algo "melhor" à distância. Estavam a vislumbrar algo mais glorioso e celestial do que aquilo que estavam a experimentar no presente. Eles visionavam a primeira vinda de Cristo.

Compreenderam que o porvir excederia em muito o que já tinham experimentado. A última glória seria superior à primeira, na qual viveram. Antes de morrer, Abraão não viu pessoalmente o cumprimento da promessa que Deus lhe fizera: "... em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gênesis 12:13). Os santos do Velho Testamento olharam para um dia futuro em que a promessa iria ter o seu cumprimento. Até ao aparecimento de Jesus eles não a possuíram e permaneceu somente como uma sombra. Pela fé Abraão "agarrou" firmemente que haveria de vir um tempo em que todas as coisas que lhe foram profetizadas teriam o seu cumprimento na terra. Ele compreendeu isso: por tal razão afastou-se das coisas do mundo e apreendeu os valores da promessa.

Hebreus 11:32-40
"E que mais direi? Faltar-me ía o tempo para contar de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté; e de Daniel, e de Samuel e dos profetas: Os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos estranhos. As mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões; foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados".

A lista acima mencionada inclui uma espantosa galeria de pessoas que, através do poder de Deus, realizaram grandes e incríveis feitos de fé, embora ainda não tivessem sido aperfeiçoados em Cristo, nem pudessem herdar o que Jesus providenciou para nós. Ele tinha algo superior para nós do que estes fantásticos e poderosos homens e mulheres puderam experimentar. Então, todas as coisas que foram profetizadas e alcançadas no Velho Testamento, eram simplesmente uma sombra do que iria ocorrer no Novo Testamento (Romanos 15:4; I Pedro 1:10-12).

Referi tudo isto para esclarecer: Nós como cristãos nascidos de novo possuidores de um melhor concerto ou aliança (Hebreus 8-10), não podemos aparentar fazer metade das coisas que o povo do Velho Testamento fez. Não podemos justificar as nossas fraquezas e permanecer nelas, desculpando-nos com Romanos 7. Os santos do Velho Testamento, sendo fracos e tendo uma aliança fundamentada em promessas diferentes das nossas, que são incomparavelmente melhores, venceram, sendo tudo isto uma sombra, figura ou tipo daquilo que experimentamos ou iremos experimentar. Mas sejamos honestos: em geral, o que a Igreja tem vivido e produzido não tem sido nada, em comparação com o que foi feito no Velho Testamento. Temos perdido as grandiosas promessas de Deus porque temos vendido a nossa primogenitura e herança (Hebreus 12:14-17).

Abraão olhou para o tempo de Cristo. O autor da Carta aos Hebreus disse que haveria de ser algo melhor do que aquilo que antes fora visto, antes de Jesus entrar em cena. Teria de ser melhor do que aquilo que viveram ou experimentaram (caso contrário, os patriarcas e profetas não o teriam desejado).

Os profetas visionaram Jesus a entrar em cena e as coisas a ficarem progressivamente melhores. Não no sentido de que não haveria tempos de guerra espiritual, tempos de seca ou deserto, mas eles desejaram ver a Sua vinda, apesar de terem magnificentes promessas e haverem realizado grandes e poderosos feitos e obras. Eles viram as suas notáveis realizações empalidecidas no cotejo com o que Jesus traria e faria. Os profetas compreenderam que não possuíam a plenitude de Deus, da forma como perceberam que ela viria. Compreenderam que estavam a profetizar acerca do futuro no qual ansiavam participar (I Pedro 1:10-12; Actos 3; Roamnos 15 e 16; Mateus 13:17). Usando a miha imaginação posso apenas pensar que eles tinham inveja da geração que iria ver o cumprimento das promessas do Messias.

Assim, aqui estamos nós sentados bem o centro de maiores bençãos e de um melhor concerto, que tem como base o sangue de Jesus, com uma atitude de pedintes, meio adormecidos e sem sequer compreendermos o que aconteceu na Terra. Estamos sentados sobre uma montanha d eriquezas, riquezas insondáveis e inescrutáveis, tal como o apóstolo Paulo afirmou (Efésios 1:18). O que Deus nos tem dado é incrível e nós ainda nem nos apropriámos de uma pequena fracçaõ dessa dádiva. Simplesmente temos tocado na superfície das inescrutáveis coisas concernentes ao que Deus pode fazer, através da Sua graça, quando decidimos buscá-Lo (I Coríntios 2:9,10).

O que mais vergonha traz à Igreja moderna não é necessáriamente o pecado no seu meio, mas a cegueira para as riquezas que lhe têm sido dadas em Cristo. Deveríamos estar a apoderar-nos das oportunidades lançadas nos nossos regaços. Se tivermos uma boa atitude de coração, poderemos estão segurar no bastão abandonado há anos e correr com ele, pela graça de Deus, não porque somos especiais, mas porque estamos desejosos. A Bíblia diz que aqueles que estão esfomeados e sedentos devem ser saciados (Mateus 5:6).

João 8:54-56
"Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é o vosso Deus. E vós não o conheceis, mas eu conheço-o: e, se disser que o não conheço, serei mentiroso como vós; Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se".

Quando é que Abraão viu o dia de Jesus? Ele viu-o através da visão de Deus a falar, e a afirmar que alguém viria à Terra através do seu filho, o filho da promessa, Isaque, que iria povoar toda a Terra com a Sua semente e influência. Abraão viu Isaque. Em tipo ou sombra, Abraão viu Isaue ir até à morte e observou a sua ressurreição. Ele visionou o que viria: uma semente prometida vinda através do seu filho. Bênçãos estavam prometidas sobre todas as famílias da Terra e o número de pessoas a serem abençoadas  iria ser tão massivo, que alguém teve de olhar para as estrelas dos céus para imaginar quantas seriam. A promessa não teve o seu cumprimento total através de Isaque, que foi só uma sombra, uma figura ou tipo; a promessa veio através de Jesus (Gálatas 3:13,14). Através de tipos, figura ou sombras, Abraão viu o dia de Jesus e regozijou-se n'Ele porque sabia que quando Jesus fosse manifestado, tudo o que Deus lhe havia profetizado, viria à existência. 

Vocês e eu temos de entender: há de vir uma geração, a qual não será como Adão. Há-de vir uma geração que vai estar debaixo das bênçãos do concerto Abraâmico, o qual é somente um tipo ou sombra do novo concerto. Todos estes homens e mulheres de Hebreus 11 acreditavam em seus corações, que viria algo glorioso para envolver totalmente a Terra.

Será que desfrutamos presentemente de algo glorioso que esteja quebrando a letargia, "sacudindo" a Terra? Para a maioria das pessoas na Igreja Universal - Corpo de Cristo - a resposta é "Não". E porquê? Porque temos optado por algo inferior e permitido que doutrina falsa nos faça esquecer que as coisas vistas por Abraão, quatro mil anos antes de Jesus se ter manifestado, seriam cumpridas com a chegada de Cristo. Isto não é uma doutrina nova. Estas são coisas que foram directamente colocadas no coração de Abraão, antes do Novo Testamento ou do apóstolo Paulo terem existido. Coisas que penetraram no coração de Abraão, que viu Jesus surgir simbólicamente na Terra, através do seu filho Isaque. Deus proclamou que seria através de Isaque que toda a Terra seria abençoada.

No próximo post irei falar-vos um pouco sobre a descendência de Cristo. 

Sois amados.

João da Gama Cardoso

5 comentários:

  1. Gostei muito Pastor João, obrigada por partilhar!

    ResponderEliminar
  2. Esta é que é esta: "Temos perdido as grandiosas promessas de Deus porque temos vendido a nossa primogenitura e herança". Mas graças a Deus, esta realidade está a mudar!!
    (Cristina Moura Rebelo)

    ResponderEliminar
  3. Esta sou eu: "não porque somos especiais, mas porque estamos desejosos." :))
    (Cristina Moura Rebelo)

    ResponderEliminar
  4. Importa apanhar, nutrir e manter a visão: A descendência de Abraão são milhões de pessoas que Deus quer e está alcançando, conforme e promessa.
    E nós devemos manter-nos firmes no alcançe dessa promessa. A Benção também nos alcançará!

    ResponderEliminar
  5. É bom encontrar postagens que se possa ler e meditar, é bom encontrar irmãos que se esforçam para se manterem íntegros, que se afastam do pecado, e o desmascaram. É bom encontrar irmãos que amam mais a Jesus do que a posição que ocupam. É bom encontrar irmãos que se alegram na verdade e falam dela como uma forma de vida, Isto alegra o coração de Deus, e traz verdadeira recompensa. A pessoas assim deixo um abraço em Cristo Jesus, e que a paz e a graça de Jesus sature o seu coração.

    ResponderEliminar