18 de maio de 2010

Mudar a Atmosfera da Igreja (Parte 2) - Maio 2010

Atmosfera Afectada pelo Legalismo

A mudança de atmosfera é absolutamente necessária no mover da igreja em direcção à manifestação de Deus. Requer a mudança de atitude espiritual, perspectiva e paixões na igreja como um todo em todas as áreas essenciais. Esta mudança de clima pode necessitar de acontecer nalgumas das tradições da igreja. O legalismo, uma forma de relacionar-se com Deus mais na base de regras do que na base de relacionamentos, cria um clima pouco convidativo para pessoas espiritualmente mortas. O legalismo externo que requer certo vestuário, acções ou atitudes das pessoas, necessita de ser visitado pelo amor e graça de Deus.

Legalismo – Uma Atitude Detectável

O legalismo é uma atitude, embora envolva controlo, motivação e poder. Esta fortaleza deve ser removida se se vai mudar o clima espiritual.

A graça de Deus deve tornar-se uma atmosfera prevalecente, dominante no líder e nos outros crentes porque um clima de graça é convidativo tanto para os crentes como para os não salvos. A graça sara as feridas, mas não condena as pessoas por estarem feridas. A graça abençoa sem requisitos; o legalismo tem tantos requisitos que as pessoas não podem ser abençoadas. A motivação para obedecer às leis de Cristo debaixo da graça é a gratidão, mais porque fomos abençoados do que para sermos abençoados. Na Nova Aliança nós trabalhamos a partir de uma posição de bênção para uma posição de obediência por causa da bênção na qual já fomos estabelecidos.

Sem Legalismo, Sem Graça Barata

Precisamos de estar atentos ao legalismo que rouba os Cristãos da sua verdadeira liberdade em Cristo, e da graça barata, cheia de graxa, que falsamente oferece liberdade fora dos limites bíblicos. O clima da igreja deve estar saturado de uma dose bíblica da graça do Novo Testamento. Através do Novo Testamento, o pensamento predominante é a graça de Deus em Cristo que nos redime, governa e nos dá uma consolação eterna e boa esperança.

Sete Elementos Essenciais para uma Atmosfera Saudável

  1. As conversações que se têm - Nas reuniões, nos grupos, nos aconselhamentos, no discipulado, nas conversas de corredor, nas “reuniões de oração” e outras.
  2. Um espírito penetrante de amor - O pastor, toda a liderança, cooperadores e membros da igreja expressarem abertamente o seu amor pelo Senhor, uns pelo outros e pelos perdidos. Existencia de um nível profundo de cuidado na igreja.
  3. Um espírito de expectativa e entusiasmo a saturar a igreja - Os membros da igreja virem para os cultos esperando que o Espírito de Deus dê uma colheita regular de almas. Sentir-se o entusiasmo quando se entra nas instalações da igreja.
  4. Um sentido de urgência motiva as pessoas - O sentido de urgência vem de uma compreensão clara do “momentum” das coisas.
  5. Ensino relevante - É essencial para a motivação.
  6. Operação sobrenatural de Deus - Muitas igrejas estão paralizadas pela sua incapacidade de crer que Deus pode mudar vidas sobrenaturalmente. Qualquer vida submetida a Deus está a submeter-se a uma oportunidade para um milagre.
  7. Um espírito de equipa e uma visão partilhada - O pastor não é visto como um atirador fortuito ou sonhador, mas vê-se o mesmo tipo de atitude e motivação em toda a liderança. Os crentes compreendem que são também responsáveis por cumprir a Grande Comissão.

Isto Gera

  • Uma atmosfera de céus abertos, sem impedimentos espirituais.
  • Uma atmosfera de expectativa unificada.
  • Uma atmosfera de esperar surpresas sobrenaturais; não servir a um Deus comum, vulgar.
  • Uma atmosfera na qual todos podem receber; nenhumas limitações bíblicas sobre qualquer pessoa.
  • Uma atmosfera em que as pessoas são honradas e valorizadas; nenhuma pessoa é insignificante, sem valor.
  • Uma atmosfera de vitória em que é possível ganhar na vida e Deus é capaz de fazer qualquer coisa.
  • Uma atmosfera de Cristianismo ofensivo e agressivo, não uma que é defensiva e que “guarda o castelo”.
  • Uma atmosfera de dar liberalmente sem egoísmo e pensamento tacanho, sem pretextos ou desculpas.

Esta atmosfera que produz vida, dá amor, emite graça é aquilo que a igreja precisa actualmente para avivar aqueles que estão estéreis e para produzir o fruto da colheita que desejamos.


Mudar a Atmosfera da Igreja (Parte 1) - Abril 2010

“Olhai por vós, e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue”. (Actos 20:28)

Ter viajado, permitiu-me experimentar muitos tipos diferentes de culturas, cidades, nações e lugares. Cada um tem a sua própria atmosfera. Por vezes, pode ser inexplicável, como a atmosfera em certas cidades está marcada pela impureza, perversão e forças do inferno nos ares. É uma atmosfera invisível.

De facto, a atmosfera é uma força muito poderosa nas nossas vidas, famílias, sociedade e igrejas. A atmosfera tem poder para mover as nossas emoções, penetrar nos nossos pensamentos e moldar-nos durante aquele momento.

Compreender o Poder da Atmosfera

A palavra “atmosfera” significa: uma influência ou espírito penetrante, disposição geral ou ambiente social. A atmosfera é afectada pelo ambiente, música, arte e espíritos (Ef. 6:10-12). A atmosfera pode ser afectada por uma mente carnal, confusa, palavras, por forças demoníacas ou pelo Espírito Santo de Deus.

A atmosfera de uma igreja pode ser “belorenta”, estagnada, maçadora, confusa, crítica, legalista e fora de contacto com as pessoas. Pode ser detectada em cada aspecto das expressões da igreja: a adoração, pregação, oferta, oração, ministérios pastorais, juventude, crianças e por aí adiante. Todas essas expressões transportarão o mesmo teor básico como a atmosfera geral da igreja.

Uma igreja que quer experimentar o fluir da vida de Deus terá de ter uma mudança na sua atmosfera. A liderança da Igreja deve ter um interesse especial em manter ou criar a atmosfera conducente ao fluir da vida de Deus.

As Escrituras oferecem-nos alguns exemplos de uma atmosfera que produz vida:

  • Deus no Jardim: Uma Atmosfera de Comunhão (Génesis 3:8; 18:17-33; Êxodo 25:22; Números 7:8,9)
  • Deus na Montanha: Uma Atmosfera de Fé (Génesis 22:13-19; II Crónicas 3:1; Romanos 4:20,21; Hebreus 11:17-19; Tiago 2:21-23)
  • Deus na prisão: Uma Atmosfera de Esperança e Visão (Génesis 37-41)
  • Deus no Lugar Secreto: Uma Atmosfera de Reverência (Génesis 28:10-22; Êxodo 2:14; 3:6)
  • Deus na Casa: Uma Atmosfera de Adoração (I Crónicas 5:13,14)
  • Deus na Reunião de Oração: Uma Atmosfera do Sobrenatural (Actos 2:1-4; 4:1-10)
  • Deus na Reunião Colectiva: Uma Atmosfera de Sensibilidade Espiritual (I Coríntios 12; 14)

Os Líderes Afectam a Atmosfera

Então quem é responsável pela atmosfera da igreja? O Pastor e, claro, todos os outros líderes influentes dentro da congregação, sejam eles Co-Pastores ou não. A sua perspectiva respeitante à presença de Deus, promessas de Deus, guerra espiritual, vida espiritual, ministério e ao Espírito Santo contribuirá para estabelecer a atmosfera espiritual da congregação.

Estas pessoas, têm realmente uma influência fundamental sobre a congregação e sobre a atmosfera espiritual na igreja. Portanto, os nossos cultos e/ou reuniões ministeriais devem ser abordadas com uma:

  • Atitude de Fé: Espero que Deus manifeste hoje a Sua presença.
  • Atitude de Amor: Tenho um fluir transbordante do amor de Deus para transmitir hoje.
  • Atitude de Satisfação: Trago para este culto um sentimento de paz.
  • Atitude de Gozo: Amo aquilo que faço, amo a Deus e gosto do ministério e da igreja.
  • Atitude de Equipa: Desejo que todos os dons e ministérios funcionem. Encorajo a participação, não o controlo.

Estas atitudes são algumas das quais os líderes são encorajados a desenvolver e a depositar na igreja ou grupos ministeriais, cada vez que se reúnem. Estas atitudes ajudarão a moldar outros líderes e as pessoas envolvidas com o culto público ou ministérios.


14 de maio de 2010

Levantemo-nos e Edifiquemos



“Eles dedicavam-se ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações” (Actos 2:42) (NIV)
Segundo o verso mencionado, creio que as quatro disciplinas espirituais apresentadas nos ajudam a ver com clareza o perfil da Igreja que pretendemos ser e desenvolver.
A primeira, o “ensino dos apóstolos,” foi fundamental para a saúde da igreja primitiva como continua sendo nos dias de hoje. Não foi ensino teórico, mas prático, ensino a ser obedecido (Mt.28:20). Os apóstolos tornavam vivo o seu ensino, ensinando com autoridade, com sinais e maravilhas (v.43), a exemplo de Jesus.
A segunda disciplina, a “comunhão” requer o compromisso de continuarmos juntos mesmo quando há conflitos, diferenças de opinião e dificuldades de relacionamento. Esta palavra é composta por outras duas: comum e união. Ela leva-nos a sermos unidos de tal forma que temos as coisas em comum.
Os primeiros discípulos dedicavam-se ao “partir do pão”, a Ceia do Senhor, uma actividade espiritual que promove a união com Cristo, assim como as outras. Na verdade, a igreja durante 15 séculos, manteve a Ceia como actividade central das suas reuniões. Foi apenas quando os Anabaptistas surgiram com a perspectiva de que Jesus não estava presente e que a Ceia era simplesmente simbólica, que a mesma passou a ser parte secundária ou até insignificante na vida rotineira da igreja. Hoje em dia, a maioria das igrejas evangélicas apenas celebram a Ceia uma vez por mês, geralmente como um apêndice do culto normal.
A quarta disciplina e compromisso da igreja primitiva foi a “oração,” patente noutros contextos (Act.1:14; 6:4). Essas orações, provavelmente, estavam relacionadas com os sinais e maravilhas indicados no versículo seguinte. Se a oração de Actos 4:25-30 é representativa, os primeiros discípulos chegavam a Deus com humilde ousadia, esperando e recebendo grandes coisas d’Ele. “Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus”(Act.4:31).
A Bíblia de Estudo Pentecostal comenta o seguinte:
“As igrejas do NT dedicavam-se frequentemente à oração colectiva prolongada (At.1:4; 2:42; 4:24-31; 12:5, 12; 13:2). A intenção de Deus é que o seu povo se reúna para a oração definida e perseverante; note as palavras de Jesus: ‘A minha casa será chamada casa de oração’(Mat.21:13). As igrejas que declaram basear a sua teologia, prática e missão no padrão divino revelado no livro de Actos e noutros escritos do NT devem exercer a oração fervorosa e colectiva como elemento vital da sua adoração – e não apenas um ou dois minutos por culto. Na igreja primitiva, o poder e presença de Deus e as reuniões de oração integravam-se. Nenhum volume de pregação, ensino, cânticos, música, animação, movimento e entusiasmo manifestará o poder e presença genuínos no Espírito Santo, sem a oração neotestamentária, mediante a qual os crentes ‘perseveravam unanimemente em oração e súplicas’ (1:14).”
Levantemo-nos (individualmente e familiarmente) para edificar um lugar de intimidade, de relacionamentos e comunhão e de testemunho.
João da Gama Cardoso

11 de maio de 2010

Preconceitos

Preconceito é uma palavra de origem latina constituída pelo prefixo pré e pelo substantivo conceptus, que significa opinião. O Dicionário define assim: “Conceito ou opinião tomados antecipadamente aos factos”. Relaciona ainda outras conotações: superstição, crendice, suspeita, intolerância, ódio ou aversão irracional a determinadas pessoas, coisas ou instituições.

A complexidade da vida moderna tende a aumentar os problemas do mundo actual. A cada avanço da ciência, multiplicam-se as dificuldades do relacionamento humano. Quanto mais a tecnologia moderna tem evoluído, mais se têm complicado as relações entre os homens.

Na simplicidade dos tempos antigos, muitos foram os obstáculos que impediram a evolução do ser humano. Talvez, porém, nenhum outro tenha sido tão pernicioso quanto o preconceito. Ainda hoje, os preconceitos continuam a ser um dos grandes males que permeiam a mentalidade humana dos nossos dias. Se os homens aprenderem com Jesus a não ser preconceituosos, a vida humana na terra será bem mais fácil.

CONCEITO

Muitos cristãos através dos séculos parecem não ter levado a sério o mandamento de Jesus: “Não julgueis para que não sejais julgados”. Ele mesmo a ninguém julgou. E o que é preconceito, se não um julgamento antecipado?

Não podemos deixar de reconhecer, que os preconceitos são um fenómeno tipicamente humano, pois a história mostra-nos que em todos os tempos, os homens têm sido preconceituosos. Em toda a história humana, Jesus foi a única excepção.

Preconceitos como superstição e crendice, penetram facilmente no modo de pensar das pessoas ignorantes, incapazes de raciocinarem por si mesmas. Essas superstições e crendices são transmitidas de pais para filhos, de geração para geração, sem qualquer esforço crítico ou de análise. São aceites cegamente e penetram com subtileza no espírito das pessoas.

Muitas vezes, os preconceituosos não sabem explicar porque são assim. Aprenderam o preconceito não só com palavras mas especialmente com atitudes dos mais velhos, dos vizinhos ou da própria comunidade em que vivem. São tão fortes que, para alguém se livrar daqueles que foram inoculados na sua mente, têm que se agigantar e fortalecer intelectualmente.

TIPOS DE PRECONCEITO

É muito ampla a classificação de preconceitos. Estão presentes em todos os sectores da vida. Eis alguns tipos:

Preconceito Religioso

Infelizmente, muitos são os cristãos, que devendo ter a mente isenta de preconceitos, alimentam esse mal de modo assustador. Parece haver maior preocupação nas suas mentes em condenar do que em salvar, justamente o contrário do propósito divino, porque “Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para o condenar, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.”

A preocupação em julgar os outros sem fundamento, decorre do facto de muitos não admitirem que outros pensem de forma diferente da deles, apesar de defenderem a liberdade cristã. Enquanto Jesus diz: “Se alguém quiser vir após mim”, deixando a oportunidade de escolha aos que O ouvem, esses negam essa liberdade, exorbitando os seus esforços para levar todo o mundo à sua maneira de pensar.

O ateu que rejeita a Cristo é considerado, por quase todos os cristãos, como inimigo odiado. Um contraste com o que ensina Jesus quando diz: “Amai os vossos inimigos”. O nosso Deus “faz com que o sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos”.

Preconceito Racial

Esse tipo de preconceito é tão ridículo que, além de se tentar explicá-lo por razões étnicas e sociais, chegam ao cúmulo de o quererem justificar com argumentos bíblicos, forçando a interpretação dos textos. Todo aquele que tem preconceitos raciais, está bem longe dos ensinos bíblicos. A Bíblia apresenta o preconceito racial como facto histórico e existencial, mas jamais o justifica.

Os portugueses em geral, vangloriam-se de que não há preconceitos raciais em Portugal. Isso, no entanto, não é verdade. A tal democracia racial portuguesa ainda tem de evoluir muitíssimo. Muitos são os “portugueses” nascidos nas ex-colónias portuguesas que devido à sua cor – negros ou mulatos – sofrem restrições e são esmagados socialmente. Entre estes, também existem alguns que, apesar de terem sido aceites, quando à custa de muitos sacrifícios viram os preconceitos raciais serem vencidos, ainda sofrem de “complexos” ou “sentimentos de perseguição” que os leva a olhar para os outros – brancos - que os aceitaram, como racialmente preconceituosos.

Um cristão sincero e honesto deve lutar consigo mesmo para vencer o preconceito racial que subtilmente pode ter sido inculcado na sua mente pelas tradições e costumes da sociedade de que faz parte.

Preconceito Ideológico

Tal como o preconceito religioso, o ideológico prende-se a ideias. O primeiro dirige-se exclusivamente à religião, enquanto que o segundo abrange o mundo das ideias, sejam elas filosóficas, éticas, políticas ou sociais. Como todo o preconceito, o ideológico invade subtilmente as mentes das pessoas, pela falta de sentido crítico. Preconceitos sobre sistemas de ideias têm sido inseminados nas pessoas e como estas, na maior parte dos casos não têm sido instruídas a exercer o seu sentido crítico, aceitam--nas docilmente e alguns até as passam a defender com fervor.

É praxe, em determinados grupos, taxar as pessoas que pensam por si próprias de modernistas, ecumenistas, esquerdistas e outros “istas”, em sentido perjorativo. No mundo das ideias, há espaço para todas. Ninguém deve ser condenado por ter ideias próprias. O diálogo, que nada mais é que a liberdade de consciência e de expressão, precisa mais do que nunca, de ser admitido e cultivado.

Preconceito Social

Este é o que divide as sociedades em classes e que produz a famigerada luta, existente em todos os sistemas políticos, por motivos económicos. Muitos dos bem equilibrados na vida social, desprezam e humilham os pobres, porque dizem ser preguiçosos, esquecendo-se da aberrante injustiça social na sociedade da qual participam.

Preconceito Sexual

Apesar dos avanços alcançados nos últimos anos, a mulher é inferiorizada e colocada sempre em segundo plano, subalterna ao homem, não apenas no lar, mas também na sociedade em que as leis são feitas pelos homens para o benefício deles, sujeitando as mulheres a viverem dentro de uma moldura.

Preconceito dos Costumes

Estes tornam-se imutáveis, como se a vida fosse estática ou que se devam eternizar.

CONCLUSÃO

O mundo em que vivemos é fruto das mentes preconceituosas dos que formam a sociedade, a comunidade em que vivemos. Não estará a maioria com os seus preconceitos a contribuir para que a actual situação no mundo continue? O apóstolo Paulo advertiu: “Não vos conformeis com este mundo.” E será bom não deixarmos de atentar para as palavras de Jesus: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. Os seus ensinamentos – “Não julgueis para não serdes julgados”, “Amai-vos uns aos outros”, “Não vim para julgar o mundo mas para salvá-lo” – a forma como se relacionou com as pessoas – “mulher adúltera, mulher samaritana” – revelam um espírito isento de preconceitos. Aprendamos com Ele.

Poucas Palavras, Grandes Ensinamentos - Nº5 (Maio 2010)

PARA HOMENS
  1. A adversidade leva alguns homens a ficarem quebrados; outros a quebrarem recordes. (Provérbios 24:10 - "Se te mostras fraco no dia da angústia, quão pequena é a tua força!").
  2. O homem que deseja conduzir bem uma orquestra deve voltar as costas à multidão. (II Coríntios 6:17 - "Pelo que saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor...").
  3. Conquiste-se a si mesmo, em vez de tentar conquistar o mundo. (Tito 2:6 - "Exorta semelhantemente os moços a que sejam moderados").
  4. Aquele que aprendeu a obedecer saberá como comandar. (Provérbios 10:8 - "O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato palrador será transtornado").
PARA MULHERES
  1. Palavras bondosas podem ser pequenas e fáceis de proferir, mas o seu eco é verdadeiramente eterno. (Provérbios 31:26 - "Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua").
  2. Uma boa acção nunca é perdida; o que semeia cortesia colhe amizade e o que planta bondade colhe amor. (Gálatas 6:7,9 - "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará... E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos").
  3. A melhor forma de segurar um homem é em seus braços. (I Coríntios 7:3 - "O homem deve dar à sua esposa tudo quanto é do direito dela como mulher casada, e a esposa deve fazer o mesmo com o seu marido").
  4. Uma casa é feita de paredes e vigas; um lar é feito de amor e sonhos. (Provérbios 15:17 - "Melhor é um prato de hortaliças onde há amor do que boi cevado e, com ele, o ódio").
PARA CASAIS
  1. Os laços do matrimónio serão inúteis se o interesse mútuo não for mantido. (Eclesiastes 9:9 - "Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de vida da tua vaidade, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade. Porque esta é a tua porção nesta vida, e do teu trabalho, que tu fazes debaixo do sol").
  2. A minha conquista mais brilhante foi ser capaz de persuadir a minha mulher a se casar comigo. (Eclesiastes 3:1,6 - "Tudo tem o seu tempo determinado: tempo de buscar...").
  3. O exemplo de tolerância mais impressionante que existe é a comemoração das bodas de ouro no casamento. (Provérbios 5:18 - "Seja bendito o teu manancial , e alegra-te com a mulher da tua mocidade").
  4. Se temos de discordar, façamo-lo sem sermos desagradáveis. (Romanos 12:15 - "Se for possível, quanto ao depender de vós, tende paz com todos os homens").
PARA PAIS
  1. Pode ser difícil para alguns pais não terem um filho, porém muito mais difícil é para um menino não ter um pai. (Provérbios 3:27 - "Não retenhas o bem de quem o merece, estando na tua mão poder fazê-lo").
  2. Um pai nunca deve fazer distinção entre os seus filhos. (Romanos 2:11 - "Pois para com Deus não há acepção de pessoas").
  3. Daqui a cem anos não importará se você alcançou o sucesso... ou se finalmente conseguiu o carro dos seus sonhos. O que importará, daqui a cem anos, é se você firmou um compromisso com o Senhor Jesus Cristo. (Mateus 16:26 - "O que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma...?".
  4. Carácter é o que você é na escuridão. (Provérbios 11:3 - "A integridade dos sinceros os encaminhará...").
PARA MÃES
  1. Amar uma criança é como um círculo... quanto mais você dá, mais recebe, e quanto mais recebe, mais você dá. (Lucas 6:38 - "Dai, e dar-se-vos-á... Pois com a mesma medida com que medirdes vos medirão também").
  2. Se deseja que o seu filho aceite os seus valores quando atingir a adolescência, deve ser merecedora de seu respeito durante a sua infância. (II Tessalonicenses 3:9 - "...mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes").
  3. Uma infância feliz é um dos melhores presenetes que os pais têm em seu poder para dar. (Provérbios 3:27 - "Não retenhas o bem de quem o merece, estando na tua mão poder fazê-lo").
  4. Quando damos exemplo de honestidade aos nossos filhos, eles serão honestos. Quando os envolvemos com amor, eles saberão amar. Quando praticamos a tolerância, eles serão tolerantes. Quando vivemos a vida em alegria e com uma piscadela de olho, eles desenvolverão o senso de humor. (I Timóteo 4:12 - "...mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza").