14 de maio de 2010

Levantemo-nos e Edifiquemos



“Eles dedicavam-se ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações” (Actos 2:42) (NIV)
Segundo o verso mencionado, creio que as quatro disciplinas espirituais apresentadas nos ajudam a ver com clareza o perfil da Igreja que pretendemos ser e desenvolver.
A primeira, o “ensino dos apóstolos,” foi fundamental para a saúde da igreja primitiva como continua sendo nos dias de hoje. Não foi ensino teórico, mas prático, ensino a ser obedecido (Mt.28:20). Os apóstolos tornavam vivo o seu ensino, ensinando com autoridade, com sinais e maravilhas (v.43), a exemplo de Jesus.
A segunda disciplina, a “comunhão” requer o compromisso de continuarmos juntos mesmo quando há conflitos, diferenças de opinião e dificuldades de relacionamento. Esta palavra é composta por outras duas: comum e união. Ela leva-nos a sermos unidos de tal forma que temos as coisas em comum.
Os primeiros discípulos dedicavam-se ao “partir do pão”, a Ceia do Senhor, uma actividade espiritual que promove a união com Cristo, assim como as outras. Na verdade, a igreja durante 15 séculos, manteve a Ceia como actividade central das suas reuniões. Foi apenas quando os Anabaptistas surgiram com a perspectiva de que Jesus não estava presente e que a Ceia era simplesmente simbólica, que a mesma passou a ser parte secundária ou até insignificante na vida rotineira da igreja. Hoje em dia, a maioria das igrejas evangélicas apenas celebram a Ceia uma vez por mês, geralmente como um apêndice do culto normal.
A quarta disciplina e compromisso da igreja primitiva foi a “oração,” patente noutros contextos (Act.1:14; 6:4). Essas orações, provavelmente, estavam relacionadas com os sinais e maravilhas indicados no versículo seguinte. Se a oração de Actos 4:25-30 é representativa, os primeiros discípulos chegavam a Deus com humilde ousadia, esperando e recebendo grandes coisas d’Ele. “Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus”(Act.4:31).
A Bíblia de Estudo Pentecostal comenta o seguinte:
“As igrejas do NT dedicavam-se frequentemente à oração colectiva prolongada (At.1:4; 2:42; 4:24-31; 12:5, 12; 13:2). A intenção de Deus é que o seu povo se reúna para a oração definida e perseverante; note as palavras de Jesus: ‘A minha casa será chamada casa de oração’(Mat.21:13). As igrejas que declaram basear a sua teologia, prática e missão no padrão divino revelado no livro de Actos e noutros escritos do NT devem exercer a oração fervorosa e colectiva como elemento vital da sua adoração – e não apenas um ou dois minutos por culto. Na igreja primitiva, o poder e presença de Deus e as reuniões de oração integravam-se. Nenhum volume de pregação, ensino, cânticos, música, animação, movimento e entusiasmo manifestará o poder e presença genuínos no Espírito Santo, sem a oração neotestamentária, mediante a qual os crentes ‘perseveravam unanimemente em oração e súplicas’ (1:14).”
Levantemo-nos (individualmente e familiarmente) para edificar um lugar de intimidade, de relacionamentos e comunhão e de testemunho.
João da Gama Cardoso

Sem comentários:

Enviar um comentário