6 de fevereiro de 2010

De Pastor para Pastor - Fevereiro 2010

O LÍDER EVANGÉLICO E A SUA FAMÍLIA


O líder evangélico é um homem ou mulher peculiar, divinamente chamado, ordenado e comissionado para pregar o Evangelho e estar envolvido na edificação da Igreja. Lida com vidas humanas, faz decisões eternas, admoesta e aconselha as pessoas em assuntos de suma importância, mas nenhum deles deve sobrepor em importância, a sua responsabilidade como marido/mulher e pai/mãe. É importante que o seu lar seja visto e tido como um lar espiritual. Aquela imagem projectada na igreja e na comunidade como um homem/mulher de Deus, deve ser a mesma que “transparece” no lar - a sua família deve vê-lo(a) não apenas como marido/mulher ou pai/mãe, mas também como um homem/mulher que está totalmente comprometido(a) com Deus, o ministério e a família, de modo a haver coerência e consistência - o(a) mesmo(a) na igreja ou comunidade como no lar.


Isto implica que cada líder providencia ou cria uma atmosfera ou clima emocional propício ao desenvolvimento de interesses, sentimentos e ideais comuns ou particulares, resultantes de uma comunicação aberta, cujos os participantes são os pais e os filhos. Essa atmosfera é a principal influência no desenvolvimento de atitudes dos componentes da família. Já não é só o valor daquilo que se obtém por instrução directa, mas o poder disponível através do que se obtém por absorção.


E é aqui que convém encontrar o tal “ponto de equilíbrio” - a atmosfera criada não deve ser de tal forma “espiritualizada” fazendo com que a família fique isolada dos factos reais da vida, dentro e fora da igreja. O choque com essa realidade pode causar graves danos em todos. É, portanto, de todo conveniente que para além da instauração de um ambiente saudável e de instrução cristã no seio da família, pelos preceitos, pelo exemplo e pela disciplina, o(a) líder também “passe tempo” com a sua família - essencialmente tempo de qualidade. Bons livros, bons jogos, uma boa selecção de programas de televisão ou vídeos, uma conversa aberta sobre temas “tabú”, um passeio à noite, um jantar fora, um dia de descanso ou umas boas férias, mais uma quantidade infinita de outras ideias que importa que sejam criativas, ajudam a eliminar o isolamento cultural e não só, que algumas vezes caracteriza algumas das famílias dos líderes evangélicos. Muitas podem ser as pressões a que um líder está sujeito, mas de forma alguma, elas podem ser uma justificação para a transferência das suas responsabilidades.


Em jeito de conclusão, permitam-me transcrever uma história que li: “Certa vez um jovem líder questionou outro mais veterano:

- O que é mais importante - a minha família ou a obra do Senhor (o meu ministério)?

A resposta foi pronta: - A tua família é a obra do Senhor!”


MOTIVOS DE ORAÇÃO:


Para que os líderes evangélicos:

  1. Vivam uma vida disciplinada (I Cor. 9:27)
  2. Tenham a Palavra de Deus em primeiro lugar nas suas vidas (João 8:31,32)
  3. Tenham uma vida de oração regular (I Cor. 14:4)
  4. Sejam um exemplo (I Pedro 5:3)
  5. Tenham tempo com as suas famílias (Marcos 6:30,31)
  6. Tenham filhos submissos e obedientes (Efésios 6:1)
  7. Não provoquem à ira os seus filhos (Efésios 6:4)
  8. Vivam em amor e sujeição com o seu cônjuge (Efésios 5:21,24)
  9. Fiquem livres de pressões injustas colocadas sobre as suas famílias por terceiros que criam expectativas irrealistas.
João Cardoso



2 comentários:

  1. não poderia concordar mais com o que li! uma perspectiva espiritual correcta e que tem em conta as realidades individuais.
    forte abraço!

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  2. Excelente artigo..... gostei mto especialmente da ultima frase : " A tua família é a Obra do Senhor ", ou seja.. familia tb é ministério......
    Bjinhos grandes e que Deus o continue a abençoar ricamente! Loide

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