9 de fevereiro de 2010

Alcançar Jovens em Risco

O mundo está em transição. Tudo está em movimento. As mudanças estão em todo o lado. Alguém afirmou que “nada é tão constante como a mudança”. E este facto é mais evidente hoje do que em qualquer outro tempo numa história recente. As condições climatéricas globais estão em desordem e modificação, o equilíbrio económico em transformação, a uniformização política em todas as nações está debaixo de reformas, as ideologias em deterioração e o futuro parece incerto. Mudar é uma característica natural das coisas vivas, para que estas possam crescer. Mas o crescimento requer transição. Contudo, as dinâmicas e impacto da mudança podem ser positivas ou negativas.

Segundo uma perspectiva bíblica, o desenvolvimento do eterno propósito de Deus para o homem e a sua criação, através da História, é marcado pela natureza progressiva da mudança, crescimento, transição e metamorfose. A natureza dinâmica do plano de Deus para a restauração e reconciliação do Homem caído (separado de Deus pelo pecado), segue o padrão que Ele demonstrou no Seu procedimento para com os filhos de Israel e o seu progresso da escravidão para a liberdade. O ponto crítico da transição para esta nação, a qual é um protótipo de todas as outras, foi a transferência da autoridade, liderança e responsabilidade de Moisés para Josué, do velho para o novo, de uma geração para a seguinte.

Estou plenamente convencido de que nós estamos nesta época crítica de transição na nossa geração. É a época de nos movermos da irresponsabilidade para a responsabilidade, da imaturidade para a maturidade, de sermos crianças para nos tornarmos adultos, de seguidores para a liderança. E espero que no final do artigo, os leitores tenham sido levados até ao ponto de compreenderem qual a sua responsabilidade para uma transição eficaz, especialmente quando se relaciona com a preparação da geração que vos segue, no que toca ao seu papel e propósito.

Fácil é olharmos para os problemas e apontar o dedo crítico. Mais difícil é forçarmo-nos a examinar os nossos motivos e obras.

Os números apontados no Quadro 1 (no final) dão-nos alguns factos dos nossos dias.

Que fazem os adultos hoje? Qual o papel da Igreja ou Sociedade hoje? Mais e mais, o fosso vai-se abrindo e parece que os adultos (cristãos ou não), se vão tornando irrelevantes para esta geração. Por isso, o meu desafio consiste em que cada um se disponha a buscar caminhos que ajudem a construir uma ponte de aproximação, encolham o “dedo de acusação”, parem as palavras de condenação, se esforcem por compreenderem os jovens e façam algo para os ajudar (e esperamos que estes o queiram).

Se queremos assegurar um futuro saudável, então um esforço concertado deve ser desenvolvido entre os pais, os líderes religiosos, os educadores, os governantes e as pessoas tidas como “modelos” para os jovens. Cada um deve desempenhar o seu papel em excelência e, assim, veremos despontar uma “geração saudável”.

No Quadro 2 (no final) encontram-se algumas sugestões que poderão ajudar-vos “a saltar a barreira da divisão cultural” e a fazerem algo mais pela próxima geração.

De posse desses conhecimentos, o leitor poderá (eventualmente utilizando as dicas do Quadro 3) influenciar as suas vidas para o bem e um crescimento saudável.

Alcançar os jovens não é um desafio pequeno. É claro que todos reconhecem isso. Mas é tempo de darmos todos as mãos e “vermos surgir uma nova geração de destino”. Mãos à obra e que Cristo seja o centro de tudo.

Quadro 1

  • 500 milhões de crianças irão para a cama esta noite, sem um telhado sobre as suas cabeças e sem comida nos seus estômagos.
  • 100 milhões não têm família. Vivem nas ruas e desde os oito anos que a única coisa que aprenderam é que somente os ferozes ou violentos sobrevivem.
  • Vários milhões são forçados à prostiuição na sua adolescência, ao serviço de homens e mulheres “crescidos no tamanho” – “deficientes e pervertidos nas mentes” que enchem os bolsos à custa desta exploração.
  • Menos de metade da juventude mundial é capaz de ler um livro.
  • Vários milhões nunca usarão as suas mentes de adultos, porque com a idade de cinco anos, foram tão mal nutridos que os seus cérebros sofreram danos irreparáveis.
  • Um número muito semelhante nunca usará as suas mentes de adultos devido à experiência de drogas ter diminuído as suas capacidades intelectuais.

Quadro 2

  • Escutem a sua música e estejam minimamente familiarizados com ela, mesmo que não a apreciem.
  • Leiam as suas revistas. Assim poderão ficar conhecedores do que eles lêem.
  • Observem algumas das coisas “bizarras” que são populares entre os jovens.
  • Leiam alguns livros chave que vos possam orientar nas características próprias dessas idades.
  • Compreendam que os jovens de hoje, usualmente impressionam-se muito pouco com os programas que lhes oferecemos. Instituições e estruturas têm muito pouco valor para eles. Contudo, dignificam e valorizam bastante os relacionamentos.

Quadro 3

  • Envolva-se num programa de alimentação e ajuda a crianças e jovens em necessidade.
  • Participe activamente em programas de ocupação de tempos livres, de modo a tirar as crianças ou jovens da rua e a colocá-los em ambientes saudáveis.
  • Procure criar laços de amizade com aqueles que vivem em ambientes degradados, de modo a poder indicar-lhes instituições que os podem ajudar.
  • Colabore, na maneira que lhe for possível, em programas de alfabetização, formação profissional e outros.

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