21 de dezembro de 2009

Paz e Boa Vontade para as Nações

O 11 de Setembro de 2001 foi provavelmente o acontecimento mais marcante a nível mundial desta década prestes a terminar. A Europa e por conseguinte Portugal, não escaparam às consequências desse momento trágico para toda a humanidade. Depois do choque, a expectativa do que poderia acontecer a seguir. 2002 e 2003 colocaram de novo o Médio Oriente em foco. Massacres, atentados, guerras, ataques suicidas, voltaram a fazer parte dos factos que caracterizam os primeiros anos deste novo milénio. No Iraque, nem o edifício das Nações Unidas escapou. Os ataques às Torres Gémeas (World Trade Center) e ao Pentágono trouxeram a compreensão, aos americanos e não só, da fragilidade dos símbolos de segurança, poder e força edificados pelos homens. A busca por fundamentos sólidos e estáveis não mais parou. Estes últimos anos têm sido marcados por uma crise económica à escala mundial com os efeitos desvastadores a que todos assistimos e até sentimos. O que mais irá acontecer? O que nos reserva o futuro?

Nós cremos e de certeza que não estamos enganados, que Jesus Cristo ainda é e será a esperança para as nações. Os anjos anunciaram o nascimento de Jesus, cantando: “Glória a Deus nas maiores alturas, paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2:14).

O mundo precisa de paz e boa vontade que só Deus pode trazer. Deus deu a Jesus as nações por herança: “Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me e eu te darei as nações por herança e os fins da terra por tua possessão” (Salmo 2:7,8).

Pessoas em todo o mundo estão cansadas, fragilizadas, sem esperança e temerosas em relação ao futuro. As estatísticas da população mundial indicam que houve um crescimento de 4 biliões de pessoas em 1970 para um número superior a 6 biliões, actualmente. Estão hoje mais pessoas vivas do que todas aquelas que viveram na totalidade da história humana.

Destes números só um pouco mais de 1 bilião de pessoas é que vivem nos países chamados de Primeiro Mundo. Em muitas das nações mais pobres o crescimento populacional excede o crescimento económico e a produção de comida. A globalização está a ter efeitos devastadores nestas nações. As grandes multinacionais actuam de forma a aumentarem os seus lucros, mas não necessariamente a realçar a liberdade política ou económica. Tom Sine, no seu livro “Grão de Mustarda versus Mundo Global” conta-nos a história dos efeitos que a implantação de uma fábrica europeia de peixe no Lago Vitória no Uganda, teve numa família nativa. Até recentemente, esta família e milhares de seus vizinhos compravam duas vezes por semana peixe fresco aos pescadores locais. Mas a globalização mudou isso. Depois da mudança de governo, empresas europeias, assinaram acordos com o governo de Uganda para construírem fábricas de peixe, nas margens do lago. A população local espera agora horas às portas das fábricas para comprar as espinhas e cabeças de peixes, em virtude de não poderem agora comprar o peixe capturado pelos seus próprios pescadores locais no seu próprio lago.

É essencial que os cristãos aceitem a chamada bíblica de trabalharem justamente em defesa dos pobres e marginalizados. Deus, na Sua providência, destinou-nos a ser Sua Igreja na terra, nesta altura. Isto não é coincidência! Ele ama o mundo de tal maneira que enviou o Seu Único Filho para morrer por estas nações, não sendo a Sua vontade que alguém pereça sem que chegue ao conhecimento de Cristo. A nossa Grande Comissão (Mateus 28:18-20) é fazer discípulos de todas as nações do mundo, ensinando-os a guardar todas as coisas que Ele nos tem ordenado. Deus quer que as nações retornem a Ele e à Sua lei, verdade e amor. Nós precisamos de tocar e alcançar com compaixão e integridade os pobres e necessitados do mundo (Isaías 58). A melhor política externa que qualquer nação pode adoptar é o envio e suporte de missionários às nações mais pobres. Quando os cristãos falam e dão às vidas de outros, abrem as portas ou caminho para mudanças internas nos corações das pessoas e diferencialmente a nação como um todo. Quando o povo começa a viver as suas vidas fundamentadas na Palavra de Deus e transformadas por ela, trarão bênçãos sem fim às suas comunidades.

Um aspecto importante da Grande Comisssão é a educação. Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e vários ministros e líderes governamentais ou políticos de outros países africanos têm referenciado com apreço a educação que receberam em escolas cristãs e as sementes que foram lançadas nas suas vidas. Como Igreja, não necessitamos de orar somente, mas de forma activa servir as necessidades das nações mais pobres, donde não podemos excluir Portugal, apesar de melhor que muitas outras, desenvolvendo programas que tragam uma verdadeira prosperidade, uma elevação do bem estar das pessoas e mudanças reais porque estão baseadas em raízes profundas.

Deus está a trabalhar nas nações, incluindo Portugal, e creio que estamos no limiar de ver um dos maiores derramamentos do Espírito de Deus da história Cristã, mas precisa de começar com a Igreja a mover-se em compaixão, oração e acção em direcção às necessidades que nos rodeiam. Continuemos a orar e a trabalhar pelo despertar, avivar e reforma das nações.

Jesus é a Luz do Mundo, Ele é a Estrela da Manhã e o Pão da Vida. A Bíblia diz que Ele é o Salvador do mundo, que foi crucificado por nós a fim de podermos ter a salvação e desfrutarmos da vida eterna. Cristo é a maior dádiva que alguma vez podemos receber, o dom que está disponível para toda a humanidade, a oferta que nos foi dada pelo Pai. Neste Natal, à medida que nos focamos no nascimento e pessoa do nosso maravilhoso Salvador, oro para que O experimentem como nunca aconteceu anteriormente e que possam ser cheios com esperança n’Ele para o próximo ano.

Tenham um Natal abençoado!