13 de novembro de 2009

Tolerancia e Intolerancia

Um amigo foi acusado de intolerancia pelo seu sócio devido a ter expressado a sua oposição sobre diversos delitos sexuais que tinham ocorrido. Essa acusação incomodou-o durante algum tempo, até que se deu conta de que o seu acusador era ele mesmo selvaticamente intolerante, neste caso, intolerante contra o Cristianismo.

A intolerancia é inevitável. Se todos fossemos cristãos e vivessemos conforme as Escrituras, seríamos intolerantes com o assassinato, o crime, a corrupção, a injustiça social, o adultério, o aborto, o roubo, o falso testemunho e outras ofensas contra a Lei (ordem) de Deus! Para nós seria uma violação da nossa liberdade e uma opressão aos homens piedosos.

Se por outro lado, fossemos todos pecadores e por natureza violadores da lei, seríamos intolerantes para com Deus e Seu povo, intolerantes com as leis e restrições divinas, porque toleraríamos e amaríamos o pecado.

O nosso Senhor fala com clareza sobre o assunto: "Ninguém pode servir a dois senhores. Ou há de odiar a um e amar o outro, ou se devotará aum e desprezará o outro" (Mateus 6:24). É necessário que amemos a Deus e a Sua Palavra e, se temos sido regenerados é parte da nossa natureza fazer assim. Isso significa que, aborreceremos o pecado e o consideraremos uma ofensa contra Deus e o homem, e uma violação intolerável da ordem divina, que deve ser eliminada.

Da mesma maneira, os que estão contra Deus querem eliminá-l'O a Ele, a nós e a tudo o que tenha a ver com a ordem da Palavra de Deus. Na maioria dos casos são amarga e selvaticamente intolerantes.

Por outras palavras: O que uma pessoa tolera diz muito do que a pessoa é. Identifica as suas convicções, o que ama e classifica de forma clara a sua natureza. Os homens são conhecidos não só pelos seus frutos, mas também pelos seus amores e ódios, sua tolerância e intolerância!

2 de novembro de 2009

Um Sonho para Portugal

Transformando Portugal através do Disicipulado de Líderes

O que é que é necessário fazer para que Portugal se erga e resplandeça, e seja o tal país em que todos têm orgulho de viver? A esperança de Portugal assenta na sua juventude e líderes futuros. O progresso e prosperidade de Portugal dependem das suas escolas e universidades, públicas ou privadas. É aqui que a batalha de quem governa ou governará Portugal é travada. É a batalha das ideologias.

Embora o número de cristãos evangélicos tenha vindo a aumentar nos últimos trinta anos em Portugal, a maior parte do ensino cristão na maioria das igrejas, não inclui um ênfase na construção de uma sociedade melhor. Muitos daqueles que ocupam lugares de governo e chefia em muitas instituições estatais ou particulares, ou nas escolas e universidades e se dizem cristãos – sejam eles por tradição religiosa portuguesa ou por professarem realmente o cristianismo evangélico ou não – têm muitas vezes a sua base de pensamento em ideologias não cristãs. Isto corresponde maioritariamente a uma falha da Igreja em produzir conselheiros governamentais. Embora o fantasma do comunismo na sua essência mais pura se tenha vindo a diluir em Portugal como em toda a Europa, não deixa de ser verdade que uma grande parte dos que têm responsabilidade de legislar, seja em Portugal, seja nesta Europa, têm em agenda fazer passar as suas ideias liberais, na maioria dos casos anti-cristãs. Muitas das leis criadas ou que se tentam criar, não representam o coração dos cidadãos potugueses e em muitos casos até, o dos cidadãos europeus. Há um sonho que muitos acalentam que é, contribuir para que a Igreja Evangélica em Portugal possa ver levantar-se no seu meio, entre os cristãos comprometidos com Deus e devidamente fundamentados numa visão cristã bíblica mundial, legisladores, formadores de opinião, conselheiros governamentais e outros líderes, capazes de fazer frente a essas agendas ideológicas não cristãs, no nosso país e quiçá na Europa.

Martin Luther disse: “Se declaro com voz bem audível e discurso claro cada porção da verdade de Deus excepto precisamente o que o mundo e o diabo estão a atacar, não estou a confessar Cristo embora de forma ousada possa estar a declarar Cristo. Onde a batalha é violenta é que se prova a lealdade do soldado e se vê se ele aguenta firme em todos os campos de batalha, caso contrário é mera deslocação e desonra se vacila naquele preciso momento”. Uma batalha violenta se tem travado pela supremacia das ideias. Nós precisamos de estar onde a batalha se trava. Será que a Igreja se levantará para mostrar o caminho para um Portugal melhor?

A batalha pelas mentes

No tempo da formação dos Estados Unidos da América um homem de nome John Witherspoon influenciou o panorama dessa nação. Ele era Pastor Presbiteriano e Presidente da Universidade de Princeton. Era também membro do Congresso e assinou a Declaração da Independência. Contudo, a sua importância como um dos fundadores da República Americana teve a ver com a formação moral e intelectual dos seus alunos em Princeton. Dos 478 alunos que graduaram durante o seu mandato em Princeton, um tornou-se Presidente dos Estados Unidos, outro Vice-Presidente, 77 membros do Congresso, 3 juízes do Supremo Tribunal, 114 ministros do Evangelho e 19 presidentes de instituições de topo na área de educação. Ele é lembrado como o homem que mudou os homens que construíram a América.

Martin Luther disse: “Creio que não há trabalho mais meritório de papa ou imperador do que uma minuciosa reforma das universidades. Por outro lado, nada pode ser mais diabólico ou desastroso do que universidades não reformadas.” Nós precisamos de ver reformadas as nossas universidades. Creio que o Grupo Bíblico Universitário (G.B.U.), para além do excelente trabalho já realizado, poderá desempenhar um papel crucial para que isso aconteça. A COMACEP não deixa de ter uma palavra a dizer. Precisamos de ver mais e mais jovens cristãos levantarem-se para servirem os seus colegas em todas as facetas da vida das escolas e universidades, com cargos de liderança nas comissões de estudantes, nos projectos comunitários, na vida social e no desenvolvimento de líderes. Estas posições-chave nas escolas e universidades são assaltadas por forças políticas, através dos seus representantes, em que a maioria dos estudantes nem tão pouco se identifica com elas. Precisamos de restaurar o activismo estudantil, modelando uma liderança que serve e que não procura somente mordomias ou ser servida.

Fundamentos sólidos

A Igreja é chamada para ocupar as instituições educativas e discipular as mentes jovens dos estudantes. Creio que isto tem duas vertentes: Influenciar as existentes e criar instituições cristãs que vêm isso como missão, não para se criar um "ghetto" mas para alcançar as comunidades onde estão inseridas. Esta visão persegue-me há anos. Em Portugal, as bases foram lançadas com o “Espaço Junior” (Mocavide) e o "Espaço Crescer" (Lisboa). Em Africa (Angola - 5200 alunos; Moçambique - 400 alunos; Guiné-Bissau - 350 alunos), mais do que um trabalho social existem escolas por nós iniciadas onde os valores e princípos cristãos não deixam de ser passados com o propósito expresso de equipar as crianças e jovens para uma vida e serviço relevante e efectivo no futuro. Em todos os planos futuros da Igreja que Deus me deu o privilégio de pastorear, a Educação não deixa de estar incluída - a secular e a bíblica (através dos diferentes cursos da Zoe - Escola de Teologia e Educação Cristã). Sei que este sonho é partilhado por muitos. Alguns já o tiveram mas deixaram-no morrer por pensarem que não era possível a sua concretização no seu tempo. Mas Deus está renovando o espírito pioneiro – de um dia para outro, tudo pode acontecer. O dinheiro é importante, mas mais do que tudo, o que precisamos é de “sonhadores” que acreditem, que lutem, que se mobilizem. Tudo acontecerá no tempo certo.

Queremos ver o activismo cristão restaurado. A batalha ainda não terminou. Sociedades educadas são difíceis de oprimir. E nós precisamos de educar cada português, mesmo nas áreas mais remotas, sobre uma cidadania responsável (que inclui até como votar) até que vejamos a reforma de Portugal. Saídos deste mentoreamento bíblico creio que veremos levantados, presidentes, ministros, juízes, professores, médicos e muitos outros em cargos civis ou políticos com a visão de liderarem esta nação, quiçá continente, à vitória e prosperidade.

O impacto pode não ser imediato como Mark Twain (1835-1910) sabiamente afirmou: “A educação não é tão repentina como um massacre, mas é mais mortal no longo percurso”.Precisamos de abraçar a esperança e inspirar visão aos nossos concidadãos. A nossa esperança não está na Comunidade Europeia ou nos governos (apesar de todo o respeito e honra que nos merecem), mas sim no nome do Senhor. Esta paixão é aquela que fará Portugal constar neste século “como nação próspera.”