20 de setembro de 2009

Crentes Submarinos?

Portugal, apesar de ser um país tradicionalmente cristão, apresenta cada vez mais características de uma sociedade pós moderna secular. A geração actual tem muito pouco ou nenhum conhecimento do trabalho redentor de Jesus Cristo. O catolicismo romano, religião maioritária no país, foi durante décadas responsável pelo obscurantismo religioso em que o país mergulhou, pois em lugar de dar a conhecer a verdade da Palavra de Deus, deixou que as tradições e rituais religiosos a tornassem nula. É o faz o que eu digo, não faças o que eu faço. Mais grave ainda foi a associação desa mesma religião ao ocultismo, nãopsendo por isso de estranhar o que se assiste em todos os canais de televisão, públicos ou privados, quando se camufla em nome da ciência, a cartomância, a astrologia, magia, práticas espíritas e outras. É assim que com estupefacção vemos cartomantes, bruxos, espíritas e outros usarem o nome de Deus - o Deus que abomina e condena tais práticas - sem que a religião maioritária o condenasse - ou condene por ser contrário às Escrituras.

Mas apontar dedos aos outros sem ser capaz de reconhecer que, como evangélicos, por esse mundo for, muitas denominações, igrejas ou líderes têm cometido erros, mesmo que em proporções não alarmantes, que tem igualmente tornado cépticas muitas pessoas cristãs ou não, quanto ao papel e influência da Igreja na sociedade, não seria transparência e honestidade. Por esta e por outras razões talvez de carácter mais pessoal e individual, cristãos e igreja têm sido ineficazes no seu testemunho.

Sabemos ver e reconhecer que há alguns sinais exteriores do cristianismo na nação - alguns programas de rádio e televisão, a publicação de revistas e folhetos, algumas iniciativas evangelísticas - mas não podemos deixar de afirmar, com tristeza, que a maior parte dos cristãos evangélicos parecem "cristãos submarinos" que descem às profundezas com a sua fé durante toda a semana e "vêm ao de cima" aos Domingos. Esse não é o plano de Deus! Em II Coríntios 4:3,4 fala de um povo cujos olhos têm estado cobertos por um véu que lhes cobre os olhos espirituais para que a luz de Jesus Cristo seja revelada.

Com isto em mente e no coração, apelo a todos os cristãos se envolvam no testemunho da sua fé em Cristo. Ofereça uma revista cristã, convide para algum evento evangelístico, escute o programa de rádio em conjunto, ofereça um folheto, dê o seu testemunho, abra a sua casa para um grupo familiar... faça algo que torne Cristo Jesus conhecido. Cremos numa Igreja triunfante, gloriosa e influente e num reino sempre crescente - o Reino de Deus. Vamos encher a Terra!

"Vanguardistas" - Precisam-se!

João Baptista "construiu uma ponte" entre dois períodos de tempo - o fim de uma era e o início de outra. Viveu numa época de mudanças críticas, confusão e expectação. Saiu da obscuridade para se tornar um "vanguardista" anunciando a vinda de Jesus. A sua voz bradou no deserto para preparar o caminho do Senhor (Malaquias 4:1-6; Mateus 3:1-12; Marcos 1:1-8; João 1:19-28).

"Vanguardistas" apontam o caminho para outros. Eles correm antecipadamente para fazerem um reconhecimento do futuro. Vão à frente dos outros para verificarem o que os espera. Como percursores, têm a capacidade de viver no presente, olhando para o futuro. Eles estão na brecha entre duas gerações.

Esta década, quase a terminar, tem sido marcada por mudanças extraordinárias. Elas têm acontecido à velocidade da luz. Dirigir a igreja através deste período requer "vanguardistas" que marchem à frente, liderando outros no mover do Espírito Santo e liderando a igreja na restauração e reforma.A capacidade de um líder para mudar e ajudar outros a mudar, determinará o seu sucesso nesta era. A voz do "vanguardista" brada hoje no deserto do humanismo, sincretismo, imoralidade e falência dos sistemas religiosos.

Para preparar o caminho para um novo tempo, a igreja de hoje precisa de líderes como João Baptista, "vanguardistas" dispostos a fazerem mudanças na realidade da igreja. Líderes que lidem com a realidade da vida e não com as subtilezas teológicas. A aparição de João Baptista foi um das razões principais porque a história mudou. Hoje, Deus está a levantar "vanguardistas" para ministrarem o que Ele quer fazer de novo.

Há cinco realidades escriturísticas que confrontam homens e mulheres que liderarão outros em direcção ao futuro.
  1. Através da sua influência, os líderes têm o potencial para arruinar o futuro do povo de Deus - Quando Israel saiu do Egipto e se preparava para entrar na Terra Prometida, Moisés enviou 12 "vanguardistas" para espiar a terra (Números 13:1-16). Quando regressaram, 10 deles expressaram as suas dúvidas acerca da capacidade de Israel conquistar a terra. A sua incredulidade colocou o medo no coração do povo. Os "vanguardistas" têm a responsabilidade única de ver o futuro com visão profética e serem capazes de conduzir as pessoas pastoralmente, sem desencorajamentos, do presente ao futuro.
  2. Os vanguardistas alcançam a visão dada por Deus, antes do povo - Josué, o líder que sucedeu a Moisés, recebeu ordens para "passar à frente do povo" (Deuteronómio 3:28). Um "vanguardista" vai antes do resto das pessoas irem. Eles guiam as pessoas à visão.
  3. Em tempos de crise, líderes "vanguardistas" agem em fé - Deus usa os Seus líderes para transformar crises em milagres. Gideão e os seus 300 homens transformaram uma crise num milagre. Agindo segundo uma palavra de Deus e um sinal confirmado, foi, quando outros ficaram. Ele foi diante dos seus homens que derrotaram o inimigo (Juízes 6,7). Um "vanguardista" move-se em fé quando não há forma natural de resolver o problema.
  4. Um "vanguardista" permanece quando outros desistem por exaustão - David e os seus homens encontraram as suas casas queimadas, famílias fora e os seus haveres roubados quando regressaram de uma acção militar (I Samuel 30:6-20). Os homens de David desanimaram, mas David recebeu uma palavra do Senhor para perseguir o inimigo. Embora cansados, os 600 homens de David seguiram-no. Pelo caminho, 200 homens estavam tão exaustos que foram incapazes de prosseguir. Os outros 400 receberam força do Senhor e continuaram. Seguiram como "vanguardistas". Os "vanguardistas" têm a paciência e a perseverança que os capacita a irem mais longe do que os outros. Quando os outros desistem, eles continuam. Quando os outros ficam cansados, eles sugam força de uma fonte sobrenatural; quando os outros deixam que o desencorajamento lhes roube a vitória, os "vanguardistas" levantam-se e prosseguem.
  5. Carnalidade não conquistada faz com que os líderes percam direito aos privilégios - A carnalidade tem roubado muitos líderes do destino e visão de Deus para eles. Moisés passou 40 anos coma "igreja" no deserto, liderando-os à promessa (Actos 7:38). Pediu ao Senhor para entrar na Terra Prometida, mas isso não lhe foi permitido porque desobedeceu à vista de todo o povo (Deuteronómio 3:23-29; Números 20:7-12). Responsabilidades de vanguarda carregam consequências significativas. Poderão ver a visão e não a possuírem. Poderão permitir que uma área de carnalidade não conquistada lhes roube o privilégio de entrarem com o povo de Deus em toda a dimensão de Deus.
Todos nós, de uma forma ou de outra temos a responsabilidade de liderar ou guiar outros. O desafio que nos é colocado, para confrontação deste século é: sermos "vanguardistas", Vamos sê-lo!?

João Cardoso

17 de setembro de 2009

Contrastando um Reino com uma Democracia

"Quem é este que escurece o meu conselho com palavras sem conhecimento?
Agora cinge os teus lombos, como homem; perguntar-te-ei e tu me responderás.
Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Diz-me, se tens inteligência".
(Jó 38:2-4)

A proximidade das eleições, os constantes debates e opiniões sobre a governação do país, a apresentação dos diferentes programas partidários, os "prós" e "contras" entre evangélicos sobre a liberdade de voto, a envolvência partidária e um sem fim de outras razões ligadas ao assunto, têm-me levado a reflectir sobre os contrastes entre o Reino e a Democracia.

Antes de mais, deixem-me recomendar a leitura do post do Pr. João Pedro Robalo - A Ética e a Moral - em umaterrasemfim.blogspot.com a fim de que todos se certifiquem de que sou um acérrimo defensor da democracia, pela qual lutei ainda antes do 25 de Abril enquanto estudante, e a qual muito prezo.

Como cidadão português assiste-me o direito de votar em quem bem entender, segundo as convicções políticas que possa ter. Enquanto cidadão do Reino, (e sou cidadão português e do Reino simultaneamente) como escrito e bem, compete-me não somente olhar para os valores morais mas também para os ético-sociais defendidos pela Palavra de Deus e votar conscientemente e aceitar em democracia os resultados.

Entendo que Reino e Democracia são dois mundos totalmente diferentes, mas não necessariamente sempre em oposição. E quando estão, compete-nos cumprir as ordens do Rei - "Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mateus 6:9,10).

Em democracia, queremos debater os assuntos ou interpor os nossos próprios pensamentos e opiniões. Procuramos alcançar consensos ou acordos para manter todos felizes ou pelo menos a maioria. No Reino, temos de simplesmente reconhecer que a Palavra do Rei é lei. E não importa quão "encalorados" possamos ficar ao debater as palavras ou decretos de Deus, a Sua Palavra sempre será a lei - e isso não tem discussão. A filosofia humanística pode pregar dos seus púlpitos nas escolas ou nos nossos campos, a lei de Deus é absoluta.

Em democracia, os cidadãos podem juntar-se para protestar contra as leis do governo e formar comissões e grupos para influenciar os corpos legislativos para mudar leis. Isto não acontece num reino. A Palavra de Deus é a "constituição" do Seu Reino.

Por certo, muitos estariam mais felizes se existisse o "partido perfeito" que facilitasse a sua decisão. Mas ele não existe! E não é a criação de um partido evangélico (sou contrário à ideia) que garante a existência de tal "perfeição". Sou mais pelo ser "sal" e "luz", pela "cidade edificada sobre um monte que não pode ser escondida", pelo "resplandecer da nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos céus".

Sem querer "espiritualizar" este acto democrático, sugiro que lembremos os diferentes níveis de autoridades superiores (Deus; a Sua Palavra; a nossa Consciência) como ponto de partida para a nossa reflexão, se é que ainda o não fizemos, para que libertos de todo e qualquer preconceito ou julgamento, possamos decidir convenientemente e de forma consciente para a construção de um mundo melhor.

O Reino de Deus é um Reino sempre crescente e creio na manifestação do mesmo. Esse é o Seu plano e propósito.

Meditemos:
  1. Quantas vezes as nossas opiniões entram em conflito com aquilo que Deus quer fazer?
  2. Será que uma mentalidade democrática interfere com a nossa vida no Reino de Deus?
João Cardoso

15 de setembro de 2009

Bem-Vindos ao meu blog

"Onde não há visão (a revelação redentora de Deus) o povo perece..." Provérbios 29:18 (Bíblia Amplificada)

Alguém disse: "SONHOS SÃO A SUBSTÂNCIA DA REALIZAÇÃO". Muito antes de "fazermos" alguma coisa, já criámos essa imagem nas nossas mentes. Uma visão positiva cria esperança, um sentido de destino e até uma profecia em nossas vidas. Uma pessoa sem uma visão é uma pessoa sem um futuro, e uma pessoa sem um futuro sempre retornará ao seu passado.

É meu desejo que este Blog (juntamente com outros existentes) sirva para construir ou confirmar uma visão para a nossa nação. Lembremos, as imagens que criamos nas nossas mentes determinam o nosso futuro. Tal como um magnético, os nossos sonhos atrair-nos-ão ao nosso futuro. Para melhor compreendermos o plano e propósito de Deus para nós, precisamos ter uma "revelação redentora de Deus". Este deve ser o nosso alvo prioritário; será a âncora de tudo eventualmente fazemos. Que este seja o princípio orientador de cada sonho e cada alvo da nossa vida. Continuemos a sonhar! Vamos encher esta Terra.

"Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, aqui na Terra como ela é feita no Céu".

João Cardoso