17 de setembro de 2009

Contrastando um Reino com uma Democracia

"Quem é este que escurece o meu conselho com palavras sem conhecimento?
Agora cinge os teus lombos, como homem; perguntar-te-ei e tu me responderás.
Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Diz-me, se tens inteligência".
(Jó 38:2-4)

A proximidade das eleições, os constantes debates e opiniões sobre a governação do país, a apresentação dos diferentes programas partidários, os "prós" e "contras" entre evangélicos sobre a liberdade de voto, a envolvência partidária e um sem fim de outras razões ligadas ao assunto, têm-me levado a reflectir sobre os contrastes entre o Reino e a Democracia.

Antes de mais, deixem-me recomendar a leitura do post do Pr. João Pedro Robalo - A Ética e a Moral - em umaterrasemfim.blogspot.com a fim de que todos se certifiquem de que sou um acérrimo defensor da democracia, pela qual lutei ainda antes do 25 de Abril enquanto estudante, e a qual muito prezo.

Como cidadão português assiste-me o direito de votar em quem bem entender, segundo as convicções políticas que possa ter. Enquanto cidadão do Reino, (e sou cidadão português e do Reino simultaneamente) como escrito e bem, compete-me não somente olhar para os valores morais mas também para os ético-sociais defendidos pela Palavra de Deus e votar conscientemente e aceitar em democracia os resultados.

Entendo que Reino e Democracia são dois mundos totalmente diferentes, mas não necessariamente sempre em oposição. E quando estão, compete-nos cumprir as ordens do Rei - "Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mateus 6:9,10).

Em democracia, queremos debater os assuntos ou interpor os nossos próprios pensamentos e opiniões. Procuramos alcançar consensos ou acordos para manter todos felizes ou pelo menos a maioria. No Reino, temos de simplesmente reconhecer que a Palavra do Rei é lei. E não importa quão "encalorados" possamos ficar ao debater as palavras ou decretos de Deus, a Sua Palavra sempre será a lei - e isso não tem discussão. A filosofia humanística pode pregar dos seus púlpitos nas escolas ou nos nossos campos, a lei de Deus é absoluta.

Em democracia, os cidadãos podem juntar-se para protestar contra as leis do governo e formar comissões e grupos para influenciar os corpos legislativos para mudar leis. Isto não acontece num reino. A Palavra de Deus é a "constituição" do Seu Reino.

Por certo, muitos estariam mais felizes se existisse o "partido perfeito" que facilitasse a sua decisão. Mas ele não existe! E não é a criação de um partido evangélico (sou contrário à ideia) que garante a existência de tal "perfeição". Sou mais pelo ser "sal" e "luz", pela "cidade edificada sobre um monte que não pode ser escondida", pelo "resplandecer da nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos céus".

Sem querer "espiritualizar" este acto democrático, sugiro que lembremos os diferentes níveis de autoridades superiores (Deus; a Sua Palavra; a nossa Consciência) como ponto de partida para a nossa reflexão, se é que ainda o não fizemos, para que libertos de todo e qualquer preconceito ou julgamento, possamos decidir convenientemente e de forma consciente para a construção de um mundo melhor.

O Reino de Deus é um Reino sempre crescente e creio na manifestação do mesmo. Esse é o Seu plano e propósito.

Meditemos:
  1. Quantas vezes as nossas opiniões entram em conflito com aquilo que Deus quer fazer?
  2. Será que uma mentalidade democrática interfere com a nossa vida no Reino de Deus?
João Cardoso

1 comentário:

  1. Qualquer que seja o governo que saia destas eleições, ainda confiamos em Deus para o bem-estar e progresso da nossa amada nação!

    João Pedro

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