20 de setembro de 2009

"Vanguardistas" - Precisam-se!

João Baptista "construiu uma ponte" entre dois períodos de tempo - o fim de uma era e o início de outra. Viveu numa época de mudanças críticas, confusão e expectação. Saiu da obscuridade para se tornar um "vanguardista" anunciando a vinda de Jesus. A sua voz bradou no deserto para preparar o caminho do Senhor (Malaquias 4:1-6; Mateus 3:1-12; Marcos 1:1-8; João 1:19-28).

"Vanguardistas" apontam o caminho para outros. Eles correm antecipadamente para fazerem um reconhecimento do futuro. Vão à frente dos outros para verificarem o que os espera. Como percursores, têm a capacidade de viver no presente, olhando para o futuro. Eles estão na brecha entre duas gerações.

Esta década, quase a terminar, tem sido marcada por mudanças extraordinárias. Elas têm acontecido à velocidade da luz. Dirigir a igreja através deste período requer "vanguardistas" que marchem à frente, liderando outros no mover do Espírito Santo e liderando a igreja na restauração e reforma.A capacidade de um líder para mudar e ajudar outros a mudar, determinará o seu sucesso nesta era. A voz do "vanguardista" brada hoje no deserto do humanismo, sincretismo, imoralidade e falência dos sistemas religiosos.

Para preparar o caminho para um novo tempo, a igreja de hoje precisa de líderes como João Baptista, "vanguardistas" dispostos a fazerem mudanças na realidade da igreja. Líderes que lidem com a realidade da vida e não com as subtilezas teológicas. A aparição de João Baptista foi um das razões principais porque a história mudou. Hoje, Deus está a levantar "vanguardistas" para ministrarem o que Ele quer fazer de novo.

Há cinco realidades escriturísticas que confrontam homens e mulheres que liderarão outros em direcção ao futuro.
  1. Através da sua influência, os líderes têm o potencial para arruinar o futuro do povo de Deus - Quando Israel saiu do Egipto e se preparava para entrar na Terra Prometida, Moisés enviou 12 "vanguardistas" para espiar a terra (Números 13:1-16). Quando regressaram, 10 deles expressaram as suas dúvidas acerca da capacidade de Israel conquistar a terra. A sua incredulidade colocou o medo no coração do povo. Os "vanguardistas" têm a responsabilidade única de ver o futuro com visão profética e serem capazes de conduzir as pessoas pastoralmente, sem desencorajamentos, do presente ao futuro.
  2. Os vanguardistas alcançam a visão dada por Deus, antes do povo - Josué, o líder que sucedeu a Moisés, recebeu ordens para "passar à frente do povo" (Deuteronómio 3:28). Um "vanguardista" vai antes do resto das pessoas irem. Eles guiam as pessoas à visão.
  3. Em tempos de crise, líderes "vanguardistas" agem em fé - Deus usa os Seus líderes para transformar crises em milagres. Gideão e os seus 300 homens transformaram uma crise num milagre. Agindo segundo uma palavra de Deus e um sinal confirmado, foi, quando outros ficaram. Ele foi diante dos seus homens que derrotaram o inimigo (Juízes 6,7). Um "vanguardista" move-se em fé quando não há forma natural de resolver o problema.
  4. Um "vanguardista" permanece quando outros desistem por exaustão - David e os seus homens encontraram as suas casas queimadas, famílias fora e os seus haveres roubados quando regressaram de uma acção militar (I Samuel 30:6-20). Os homens de David desanimaram, mas David recebeu uma palavra do Senhor para perseguir o inimigo. Embora cansados, os 600 homens de David seguiram-no. Pelo caminho, 200 homens estavam tão exaustos que foram incapazes de prosseguir. Os outros 400 receberam força do Senhor e continuaram. Seguiram como "vanguardistas". Os "vanguardistas" têm a paciência e a perseverança que os capacita a irem mais longe do que os outros. Quando os outros desistem, eles continuam. Quando os outros ficam cansados, eles sugam força de uma fonte sobrenatural; quando os outros deixam que o desencorajamento lhes roube a vitória, os "vanguardistas" levantam-se e prosseguem.
  5. Carnalidade não conquistada faz com que os líderes percam direito aos privilégios - A carnalidade tem roubado muitos líderes do destino e visão de Deus para eles. Moisés passou 40 anos coma "igreja" no deserto, liderando-os à promessa (Actos 7:38). Pediu ao Senhor para entrar na Terra Prometida, mas isso não lhe foi permitido porque desobedeceu à vista de todo o povo (Deuteronómio 3:23-29; Números 20:7-12). Responsabilidades de vanguarda carregam consequências significativas. Poderão ver a visão e não a possuírem. Poderão permitir que uma área de carnalidade não conquistada lhes roube o privilégio de entrarem com o povo de Deus em toda a dimensão de Deus.
Todos nós, de uma forma ou de outra temos a responsabilidade de liderar ou guiar outros. O desafio que nos é colocado, para confrontação deste século é: sermos "vanguardistas", Vamos sê-lo!?

João Cardoso

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